Conheça os cemitérios mais belos da Itália

ROMA, 1 NOV (ANSA) - Ao redor do mundo, os cemitérios reúnem memórias, símbolos e figuras que marcaram a história - e na Itália, esse cenário não é diferente. De norte ao sul do país, conheça os principais locais de "descanso interno" dos italianos.   


- Gênova: - "Cimitero monumentale di Staglieno": É lá que Giuseppe Mazzini, um dos revolucionários que promoveu a unificação italiana, está enterrado. Além de outros nomes marcantes da cultura italiana como Fernanda Pivano, Edoardo Sanguineti, Fabrizio de André. O local está localizado em cima de colinas e é ainda mais enriquecido por esculturas e obras de arte no jardim projetado pelo arquiteto Carlo Barabino.   


- Roma: - Cemitério "Campo di Verano": O cemitério Monumental del Verano é um verdadeiro museu ao ar livre. Um dos cemitérios mais famosos da capital italiana, hoje é dividido em duas partes: na católica e na judaica. Lá estão sepultados muitas vítimas da Primeira Guerra.   


- Cemitério protestante de Roma: No bairro de Testaccio, um óasis da paz que nem todos conhecem: o cemitério protestante. A tumba mais visitada é do poeta inglês John Keats, reconhecível pelo epitáfio: "Aqui jaz alguém cujo o nome foi escrito em sobre a água".   


- Milão: - Cemitério de Milão: Inaugurado em 1866, o cemitério de Milão acolhe as tumbas do poeta italiano Alessandro Manzoni e do cantor Giorgio Gaber. A arte resplandece nas grandiosas reproduções dos templos gregos e egípcios que se misturam com esculturas modernas. - Veneza: "Cemitério de San Michele": Um cemitério-ilha, no grande estilo veneziano, onde os defuntos chegavam com gôndolas, fica entre o centro de Veneza e Murano. A breve visita vale a pena, as lápides são organizadas em católicas, ortodoxas e evangélicas.   


- Florença: - Cemitério "delle Porte Sante": O cemitério de Florença é da Basílica de San Miniato al Monte, originário de um cemitério antiguíssimo datado em 417 d.C.   


- Bolonha: - "Cemitério della Certosa": Construído no século 14 e depois fechado por Napoleão com o famoso "Editto di Saint Cloud", um mandato que obrigava que os cemitérios fossem feitos fora da área urbana das cidades, em 1804. É lá que repousa Lucio Dalla, cantor e compositor italiano.   


- Nápoles: - "Cemitério delle Fontanelle": Na cidade de Nápoles, mais precisamente na via Fontanelle, está situado em um antigo cemitério que reúne mais de 40 mil restos mortais, como caveiras e esqueletos. É considerado o ápice da "cultura napolitana da morte", da cidade que se esconde em mistérios subterrâneos e catacumbas.   


O local subterrâneo, como uma caverna, foi usado antigamente como depósito dos corpos, já que havia excedido os espaços nas sepulturas públicas. Isso porque a região foi gravemente afetada pela grande peste em 1600 e depois, em 1800 pela cólera.   


Os ossos anônimos hoje em dia são cultuados por grande parte dos napolitanos. Uma das práticas mais comuns é 'adotar' uma caveira para ser seu protetor espiritual, dando-lhe até nome e 'biscoitos' em troca de proteção. - Sicília: "Al Sant'Orsola": Localizado em Palermo, a maior cidade da Sicília no cemitério conhecido também como "Camposanto di Santo Spirito", está o corpo de Giovanni Falcone. (ANSA).   


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