Santos diz ter '3 caminhos' para aprovar acordo com as Farc

SÃO PAULO, 3 NOV (ANSA) - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que só convocará um novo referendo para o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após o fim da nova rodada de negociações em Havana.   

O Nobel da Paz sofre pressão de alguns setores políticos locais para estipular uma data o mais rapidamente possível, mas o líder do governo afirmou que isso ainda não ocorrerá.   

Nesta quinta-feira (3), o chefe das negociações, Humberto de la Calle, viaja para a capital cubana para apresentar as novas propostas adicionadas ao documento após conversas entre governistas e oposição de Bogotá.   

"Estamos construindo um novo acordo e esperamos tê-lo muito rapidamente. O que eu quero e o que o país necessita é que todo colombiano esteja a par desse esforço porque todos disseram antes do referendo que tinham o desejo de alcançar a paz. Estou certo que estamos diante de uma magnífica oportunidade para unir o país ao redor de um novo acordo de paz", disse Santos em Londres.   

O mandatário, que fez uma viagem oficial à Grã-Bretanha, informou em conversa com jornalistas que o novo referendo pode não ser feito nos mesmos moldes do anterior, em que a maioria dos colombianos votou pelo "não" à paz e que provocou espanto em todo o mundo.   

Segundo o presidente, assim que Bogotá e Farc chegarem a um documento final, ele poderá "apresentar o acordo ao Congresso", sem uma votação pública, "fazer outro referendo" nos moldes do anterior, ou ainda "perguntar aos nossos mais de 1,1 mil municípios para ver se eles aceitam ou não".   

Essa última modalidade, chamada em espanhol de "cabildo abierto", seria uma reunião pública entre poder público e habitantes locais onde haveria discussão do tema. A opção havia sido ventilada até mesmo por magistrados após a derrota no referendo já que, após os votos serem apurados, percebeu-se que as regiões que mais sofreram com o conflito votaram favoravelmente ao acordo de paz enquanto as cidades mais centrais - em que não se registram conflitos constantes - votaram "não". (ANSA)
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