Quanto custará reconstrução após terremotos na Itália?

ROMA, 04 NOV (ANSA) - Quase 300 mortos, cidades inteiras devastadas, patrimônios culturais que foram ao chão, empresas em situação de desespero por conta da perda de sua produção. Levará anos para a Itália se recuperar totalmente da série de terremotos que atingiu sua região central nos últimos dois meses.   

Mas quanto custará para devolver o esplendor ao coração do país? A pergunta tem sido feita repetidamente desde 24 de agosto, quando um tremor de magnitude 6.0 matou 298 pessoas, porém até agora não há uma resposta definitiva, já que os tremores continuam acontecendo, e ainda não se sabe quando a espiral de destruição terá fim.   

No entanto, o governo já ofereceu algumas estimativas que permitem ter uma ideia de quanto a Itália terá de investir para recuperar as áreas atingidas. Veja abaixo o que se conhece sobre os planos de reconstrução do país: Valores - No início de outubro, o gabinete do primeiro-ministro Matteo Renzi estipulou em 4,5 bilhões de euros os gastos com a reconstrução das cidades afetadas pelo terremoto de 24 de agosto. Desse total, 3,5 bilhões serão usados na recuperação de imóveis privados - parte dessa quantia em incentivos fiscais -, e 1 bilhão irá para edifícios públicos.   

Tremores recentes - A estimativa acima leva em conta apenas o terremoto de 24 de agosto, já que ainda não há dados exatos sobre o tamanho dos danos provocados pelos sismos ocorridos entre 26 e 30 de outubro. "Para a reconstrução de Norcia e das outras zonas afetadas, os recursos serão alocados assim que estiver disponível uma estimativa das necessidades", explicou o ministro das Finanças Pier Carlo Padoan.   

De onde virá o dinheiro? - Segundo o subsecretário do Conselho dos Ministros, Claudio De Vincenti, praticamente todos os recursos financeiros empregados na reconstrução serão nacionais.   

"A contribuição da Comissão Europeia será de no máximo 6% da despesa total", disse ele em outubro.   

O que já foi liberado? - Contabilizando os três eventos sísmicos, o governo disponibilizou 130 milhões de euros em caráter emergencial para as áreas atingidas. Ainda em 2016, devem ser liberados 266 milhões de euros para as obras de reconstrução.   

Prevenção - Além dos custos com reparação, a Itália prevê investir entre 4 e 7 bilhões de euros por ano para aumentar a proteção do país contra abalos sísmicos. As intervenções ficarão sob tutela do programa "Casa Italia", diretamente subordinado ao premier Renzi. A maioria esmagadora dos imóveis destruídos pelos tremores recentes não estava preparada para suportar terremotos.   

(ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos