Vai viajar à Itália? Saiba como está o país após tremores

SÃO PAULO, 04 NOV (ANSA) - Nos últimos dois meses, uma série de terremotos atingiu a região central da Itália e deixou um rastro de destruição e mortes. Com o país em alerta e a possibilidade de novos tremores, os turistas com viagem marcada também devem se precaver. Veja abaixo as respostas para algumas dúvidas de quem irá para a Itália nas próximas semanas: Onde aconteceram os terremotos? - O primeiro e mais mortífero foi o do dia 24 de agosto, com magnitude 6.0 na escala Richter e que deixou 298 pessoas mortas, mais de 3 mil desalojados e danos estimados em bilhões de euros. O tremor devastou principalmente a cidade de Amatrice, mas também atingiu Accumoli e Arquata del Tronto. O epicentro foi próximo à cidade de Norcia, na região da Úmbria. Pouco mais de dois meses depois, no dia 26 de outubro, dois fortes tremores, o primeiro de 5,4 e o segundo de 5,9 graus, foram sentidos na região de Marcas, mas também em Rieti (Lazio) e Perúgia (Úmbria). Os abalos provocaram muitos danos materiais, mas apenas uma morte "indireta" - um homem teve um ataque cardíaco durante os sismos.   

O último terremoto - e o mais forte desde 1980 - foi o do dia 30 de outubro, e novamente a área mais danificada foram os arredores de Norcia, na Úmbria. No entanto, o tremor de 6,5 graus foi sentido em todo o território continental italiano.   

Nenhuma morte foi registrada, porém mais de 25 mil pessoas ficaram desabrigadas, e milhares de casas e edifícios foram destruídos.   

O INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia) acredita que todos eles provêm da mesma falha geológica. Desde o primeiro, mais de 200 mil atividades sísmicas com magnitude abaixo de 3 foram registradas no centro do país.   

Os terremotos atingiram Roma, Veneza, Florença e Milão? - Na capital italiana, Roma, os principais tremores foram sentidos, e algumas construções ficaram levemente danificadas. A cidade está a 171 km do epicentro do último terremoto, o do dia 30 de outubro, mas apesar da proximidade, nenhuma circunstância mais grave foi registrada na cidade.   

Os edifícios mais afetados foram as igrejas, como a basílica papal de São Paulo Fora dos Muros, que teve rachaduras. Já a igreja de Sant'Ivo alla Sapienza foi interditada como medida de precaução. Outras igrejas também chegaram a ser temporariamente fechadas e passaram por vistorias nos últimos dias.   

Em Veneza, apenas o tremor mais forte, de 6,5 graus, foi fortemente sentido. Vídeos amadores enviados à imprensa local mostraram objetos se movendo e lustres balançando. No entanto, o abalo não causou danos, vítimas ou feridos.   

Já em Milão, na região da Lombardia, a mais segura em relação a atividades sísmicas, e Florença, na Toscana, só o último tremor foi levemente sentido.   

O que fazer em caso de terremoto? - De acordo com um manual publicado pela Cruz Vermelha italiana, se você estiver dentro de algum edifício, nunca se precipite rumo às escadas ou elevadores. O mais indicado é ficar sob o batente de portas, que é a estrutura mais segura contra desabamentos. Caso não consiga, a medida mais correta é se afastar de móveis que podem cair e se proteger debaixo de uma mesa robusta.   

Se você estiver na rua ou em locais abertos, primeiro afaste-se de construções e postes. Procure o lugar mais descampado possível e não fique perto das margens de lagos ou mares, onde há riscos de tsunami. Caso esteja dirigindo, o procedimento é estacionar o carro longe de construções e esperar dentro do veículo.   

A Cruz Vermelha ainda faz um alerta quanto ao uso de celulares.   

Ligações telefônicas devem ser evitadas caso não seja uma emergência, pois o excesso de chamadas bloqueia as linhas, dificultando os pedidos de socorros.   

Quem contatar se acontecer um terremoto? - Se você estivar na Itália no momento de um tremor e precisar de ajuda, contate o Consulado do Brasil em Roma ou Milão. O órgão é responsável por auxiliar a comunidade brasileira no exterior, por isso, em caso de catástrofes, ele dá recomendações e suporte para o cidadão retornar com segurança ao Brasil.   

Se você estiver nas regiões de Abruzzos, Basilicata, Calábria, Campânia, Lazio, Marcas, Molise, Púglia, Sardenha, Sicília, Toscana ou Úmbria, o Consulado de Roma deve ser contatado. A República de Malta e San Marino também estão inclusas na jurisdição da capital italiana.   

Já o Consulado-Geral de Milão é responsável pelas outras regiões: Lombardia, Piemonte, Vêneto, Ligúria, Trentino-Alto Ádige, Friuli-Veneza Giulia, Emília-Romana e Vale d'Aosta. Os telefones para contato emergencial são: +39 335 7278117, em Milão, e +39 333 1184682, em Roma. (ANSA)
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