Premier italiano aumenta tom e critica ala do PD

FLORENÇA, 6 NOV (ANSA) - Um dia após enfrentar um protesto que terminou em violência em Florença, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, aumentou o tom neste domingo (6) contra a oposição e contra uma ala de sua legenda, o Partido Democrático (PD), os quais criticam o referendo que ocorrerá no mês que vem. Discursando no encerramento do seminário anual Leopolda --- que organiza uma série de debates sobre temas atuais --, Renzi pediu que seus apoiadores trabalhem pelos próximos 28 dias para que o referendo seja aprovado e "mude a Itália". "Há os que votam 'não' no referendo para voltarem ao poder e aos antigos privilégios, os que tentam destruir o PD, há os que votaram 'seis vezes sim', como Renato Schifani, e agora lideram o comitê do 'não", criticou Renzi. "Vivemos a época do ódio, vimos isso ontem na praça São Marco.   

Quando se diz querer proteger a Constituição, não se pode encapuzar o rosto, rabiscar cartazes e bater em policiais. Não se defende a Constituição assim, pelo contrário, ofende-se a Constituição", atacou o premier. Vários manifestantes entraram em confronto ontem com policiais durante um protesto contra Renzi e contra a reforma constitucional que irá a referendo no dia 4 de dezembro.   

Se aprovada, a reforma alterará o Parlamento, deixando apenas a Câmara dos Deputados para decidir os projetos de lei e retirando o poder do Senado. Serão instituídos prazos para que os projetos de leis sejam apreciados e votados no Legislativo.   

A reforma também abolirá as províncias, mudando a divisão adminsitrativa da Itália. (ANSA)
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