Campanha termina com Hillary favorita, mas Trump vivo

NOVA YORK, 07 NOV (ANSA) - Após uma longa e exaustiva campanha, os Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (8) para escolher quem comandará o país entre 2017 e 2021, sucedendo o presidente Barack Obama.   

De um lado, a ex-senadora, ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado democrata Hillary Clinton, considerada favorita, mas não tanto. Do outro, o magnata do setor imobiliário e apresentador de reality show Donald Trump, que subverteu todas as expectativas com uma improvável campanha que vem dando trabalho à rival.   

Três pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta segunda-feira (7) mostram Hillary com quatro pontos de vantagem sobre Trump: uma do jornal "The Washington Post" com a rede "ABC News" (47% a 43%), outra da "CBS" (45% a 41%) e uma da "Fox" (48% a 44%).   

No entanto, o site "RealClearPolitics" diz que a democrata ainda está longe da cota de 270 votos no colégio eleitoral necessária para ser eleita presidente. De acordo com o portal especializado, ela tem 203 delegados certos, precisando de mais 67, que podem vir em parte dos estados da Flórida (29) e Pensilvânia (20), onde a disputa é acirrada, mas com ligeira vantagem da ex-primeira-dama.   

No primeiro, inclusive, 6,4 milhões de pessoas já votaram antecipadamente, o que equivale a dois terços do eleitorado. A prática de depositar a cédula antes da data oficial da eleição costuma beneficiar democratas, principalmente na Flórida, onde é determinante a parcela hispânica da população, que tende a apoiar Hillary.   

Por outro lado, a situação de Trump parece mais complicada.   

Ainda de acordo com o site "RealClearPolitics", ele tem 164 delegados garantidos no colégio eleitoral e precisará vencer na maioria dos "swing states", estados que costumam variar entre o azul democrata e o vermelho republicano, se quiser chegar à Casa Branca.   

Além de Flórida e Pensilvânia, essa lista ainda inclui Ohio, Nevada e Colorado, entre outros. Nestes estados, a diferença entre os dois candidatos é inferior a cinco pontos percentuais, beirando a margem de erro.   

Nesta segunda-feira, os dois candidatos fizeram seus últimos comícios, todos eles em "swing states". Trump foi à Carolina do Norte e disse que o resultado da eleição será uma "Brexit elevada à enésima potência". No referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, as últimas pesquisas apontavam uma vitória dos europeístas, mas os eurocéticos acabaram vencendo.   

Já Hillary escolheu a Pensilvânia e afirmou que o pleito é um "teste para os valores fundamentais" dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama também fez campanha, mas em Michigan e New Hampshire, e declarou que um eventual triunfo do magnata republicano jogaria "pela janela" os "progressos" obtidos em sua gestão.   

Em Wall Street, a expectativa é por uma vitória da ex-secretária de Estado, que é mais pró-mercado que seu adversário, um protecionista declarado. O índice Dow Jones encerrou o pregão desta segunda com alta de 2,07%, em 18.258,40 pontos, enquanto o Nasdaq teve crescimento de 2,37%, em 5.166,17 pontos.   

Election Day - O dia da eleição nos EUA será uma verdadeira maratona, já que cada estado tem seu próprio horário de abertura e fechamento das urnas e o país possui seis fusos diferentes. A votação começará na costa leste, às 6h da manhã (9h em Brasília) e terminará no Alasca, às 20h (03h de quarta-feira em Brasília).   

Os primeiros estados a fecharem as urnas serão Indiana e Kentucky, às 20h no horário de Brasília. A partir daí começará uma infinidade de projeções das emissoras de TV para determinar o vencedor em cada estado. (ANSA)
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