Michael Moore dá 5 dicas para conseguir frear Donald Trump

Em São Paulo

Após viralizar com uma postagem de quatro meses atrás em que apontava as cinco razões pelas quais Donald Trump seria o novo presidente dos EUA, o cineasta Michael Moore lançou um novo post em que aponta cinco caminhos para "frear" o novo mandatário.

A lista de medidas vai contra a busca frenética de apoiadores de Hillary Clinton que querem mudar de país e não tem como objetivo ser feita nos próximos meses, mas sim até "o meio-dia".

O primeiro ponto é "assumir" o controle do Partido Democrata, de Hillary e de Barack Obama, para "devolvê-lo ao povo". Segundo Moore, a sigla "falhou miseravelmente" em se aproximar das pessoas.

Os números da mídia norte-americana confirmam o fato, já que, desde que Obama foi eleito em 2008, o partido perdeu mais de 10 milhões de votos - que não foram para os republicanos, mas sim para partidos independentes. Ou ainda, simplesmente, fizeram com quem votou nos democratas naquele ano não sentisse mais vontade de votar.

O segundo item é voltado para a mídia. "Dispense todos os repórteres, pesquisadores e qualquer outra pessoa da imprensa que tinha uma narrativa [...] que negava o que realmente estava acontecendo. Eles são os mesmos que agora dizem que nós devemos 'superar as divisões' e 'ficarmos juntos'. [...] Desligue-os", escreveu o cineasta.

Nesse ponto, Moore refere-se às pesquisas de opinião e a postura dos grandes veículos de imprensa norte-americana, que apontavam a vitória da democrata e davam cerca de 80% de certeza da eleição de Hillary.

Na terceira dica, Moore pede para que todos os democratas que estão no Congresso tenham a vontade de "lutar, resistir e obstruir" o novo governo assim como os republicanos fizeram nos últimos oito anos com Obama. Quem não tiver esse espírito "deve sair do caminho" e deixar todos que estão dispostos a isso liderar a Casa porque "a loucura está prestes a começar".

No quarto ponto, o diretor de "Trumpland", pede para que os eleitores dos democratas "saiam da bolha" e entendam o "desespero" de muitas pessoas que foram esquecidas pelos governos anteriores e que estão sem emprego e renda. Segundo Moore, essa pessoas foram "negligenciadas" por ambos os partidos e viram em "uma estrela de TV" que tinha como plano "destruir partidos" a saída para a crise.

"A vitória de Trump não é nenhuma surpresa. Ele nunca foi uma piada. Tratá-lo como uma só o fortaleceu. Ele é tanto uma criatura como uma criação da mídia e os meios de comunicação nunca conseguirão entender isso", destacou.

O último ponto foi escrito em letras garrafais. Dizendo que todos os que votaram nos democratas precisavam falar para todos que encontrassem que "Hillary Clinton ganhou o voto popular", Moore pede uma reforma no sistema eleitoral que é fruto de "uma arcaica e insana ideia do século 18 chamada Colégio Eleitoral".

"Você vive em um país onde a maioria dos cidadãos disse acreditar que há mudança climática, eles acreditam que as mulheres devem ser pagas iguais aos homens, eles querem uma educação livre de dívidas, não querem que invadamos os países, eles querem um aumento no salário mínimo e querem um único e verdadeiro sistema de saúde universal. Nada disso mudou", acrescentou.

O diretor se referia ao fato de Hillary ter mais votos populares que o novo presidente dos Estados Unidos. No entanto, Trump em alguns Estados, ele é o mandatário porque ganhou 279 delegados no chamado "Colégio Eleitoral".

O fato é similar com o que ocorreu com o também democrata Al Gore, nas eleições de 2000, quando George W. Bush foi eleito com menos votos da população, mas com mais grandes-eleitores nos Estados-chave.

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