Democratas vivem crise de identidade com derrota de Hillary

WASHINGTON, 11 NOV (ANSA) - Caos, choque, crise de identidade, risco de guerra civil: estes são os termos mais usados pela imprensa norte-americana para descrever a ressaca do Partido Democrata após a vitória do republicano Donald Trump.   

Uma força política que ficou reduzida a escombros pela "dolorosa" - segundo suas próprias palavras - derrota de Hillary Clinton, que marcou o fim não apenas de uma dinastia familiar, mas também de uma época.   

O senador Bernie Sanders, que seduziu multidões desencantadas com a política, mas não conseguiu superar a poderosa máquina de Hillary, disse que a derrota é uma "vergonha" para todo o Partido Democrata, apontando a "falta de entusiasmo" da militância como principal causa do resultado.   

Todos pensavam que, depois do primeiro negro na Casa Branca, chegaria a primeira mulher. No fim das contas, os democratas perderam tudo de uma só vez: Presidência, Câmara, Senado, um grande número de governadores e congressos estaduais.   

Desde 1928 que o partido não tinha tão pouco poder, uma erosão que começou durante o governo Obama, em 2010, quando a legenda perdeu o controle da Câmara dos Deputados na eleição de meio de mandato.   

Agora o partido precisa encontrar uma nova liderança e se refundar. O apelo de Obama com jovens, negros e outras minorias parece ter se esgotado nele mesmo, sem capacidade de se transferir para outro político, a começar por Hillary, que simbolizava um retorno ao passado.   

O presidente está destinado a sair de cena, ainda que mantenha grande influência. Com ele, irá embora toda a "velha guarda" democrata, do vice Joe Biden ao secretário de Estado, John Kerry. Provavelmente, também dirão adeus os líderes da minoria na Câmara, Nancy Pelosi, e no Senado, Harry Reid.   

Além disso, o comando do partido terá de ser renovado, mas ainda não se sabe como. Um dos cotados é Tim Kaine, companheiro de chapa de Hillary, mas ele corre o risco de ser associado a uma candidata derrotada. O que parece certo é que a vitória de Trump dará força à ala mais à esquerda da legenda, representada por Sanders e pela senadora Elizabeth Warren. (ANSA)
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