Paris homenageia vítimas no 1º aniversário de 13/11

PARIS, 13 NOV (ANSA) - Uma série de homenagens marcou neste domingo (13) o primeiro aniversário dos atentados de 13 de novembro em Paris, que deixaram 130 mortos e instauraram um clima de medo constante na capital francesa.   

As cerimônias começaram por volta das 9h da manhã, no Stade de France, onde um kamikaze se explodiu durante um amistoso entre França e Alemanha, dando início à onda de ataques - mais tarde, outros dois suicidas detonariam explosivos nos arredores do estádio.   

Em frente ao portão D da arena, onde morreu o motorista de ônibus português Manuel Dias, o presidente François Hollande e o primeiro-ministro Manuel Valls inauguraram uma placa em homenagem à vítima. O filho de Dias, Michael, leu um texto em sua memória.   

"Meu pai era a prova viva de que a integração é possível e necessária", disse Michael. Em seguida, Hollande e Valls seguiram para os 10º e 11º arrondissements de Paris, onde os terroristas dispararam contra diversos bares e restaurantes.   

Agora acompanhados da prefeita Anne Hidalgo - o Stade de France fica fora da capital -, eles inauguraram placas em cada estabelecimento atacado e leram os nomes dos mortos. Depois, foi realizado um minuto de silêncio, respeitado por todos, inclusive pelo trânsito, bloqueado na manhã cinza e chuvosa deste domingo.   

A última etapa das homenagens foi no Bataclan, onde morreram 89 das 130 vítimas dos atentados. Também na casa de espetáculos, as autoridades inauguraram uma placa e leram os nomes dos mortos, inclusive o da italiana Valeria Solesin, que estava no teatro para o show da banda Eagles of Death Metal naquela fatídica noite.   

O grupo norte-americano também participou da homenagem, misturado em meio à multidão. No entanto, o empresário da banda, Marc Pollack, ignorou o clima solene e chamou o codiretor da casa de shows, Jules Frutos, de "velhaco" por ter fechado as portas do local aos músicos.   

A polêmica começou quando Frutos disse que não queria mais ver os Eagles of Death Metal no Bataclan por causa das críticas feitas pelo vocalista Jesse Hughes às forças de segurança da França e das suspeitas levantadas contra a equipe do teatro.   

O Bataclan foi reaberto no último sábado (12), com um show do britânico Sting, e a banda norte-americana não participou.   

Também neste domingo, o premier Valls disse à rede "BBC" que o estado de emergência no país deve ser prorrogado mais uma vez por causa da eleição presidencial de 23 de abril.   

Relembre - A noite de terror em Paris começou pouco depois das 21h (horário local) de 13 de novembro, quando um kamikaze se explodiu nos arredores do Stade de France, onde França e Alemanha disputavam um amistoso. O presidente François Hollande estava no local e precisou ser evacuado.   

Às 21h25, terroristas dispararam contra os restaurantes Le Carillon e Le Petit Cambodge, no 10º arrondissement. Quatro minutos depois, o alvo foi a pizzaria La Casa Nostra. Às 21h30, um segundo suicida atacou o café Events, perto do Stade de France. Às 21h38, disparos atingiram o 11º arrondissement, mais precisamente o restaurante La Belle Equipe. Em seguida, um suicida se explodiu no boulevard Voltaire.   

Às 21h50, começou o assalto armado ao teatro Bataclan, onde acontecia um show do grupo norte-americano Eagles of the Death Metal. Três homens entraram abruptamente no local e começaram a disparar de forma indiscriminada contra o público. Cerca de 100 pessoas foram mantidas reféns durante mais de duas horas. Às 21h53, outro kamikaze entrou em ação perto do Stade de France, no café Coeur de Blé.   

À 00h25, as forças especiais invadiram o Bataclan, fazendo com que os terroristas se suicidassem. O único jihadista dos ataques que sobreviveu é Salah Abdeslam, que está preso em uma penitenciária de segurança máxima na França, mas se recusa a colaborar com a Justiça.   

Os atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico (EI), como forma de resposta aos bombardeios franceses contra o grupo.   

(ANSA)
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