Após Trump, Rússia celebra resultados na Bulgária e Moldávia

SOFIA, 14 NOV - (ANSA) - Após a vitória de Donald Trump na disputa pela Casa Branca, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ganhou mais dois motivos para comemorar. Tanto a Bulgária quanto a Moldávia, que estão na área de influência de Moscou, elegeram no último domingo (13) chefes de Estado próximos ao Kremlin.   

Na primeira, o vencedor foi o oposicionista Roumen Radev, apoiado pelo Partido Socialista Búlgaro (BSP), que obteve 59,3% dos votos no segundo turno das eleições presidenciais, derrotando a conservadora Tsetska Tsaceva (36,1%), do Cidadãos para o Desenvolvimento Europeu da Bulgária (Gerb), sigla europeísta atualmente no governo.   

A derrota do Gerb levou o primeiro-ministro Boyko Borisov a renunciar ao cargo, forçando o Parlamento a se reunir em sessão extraordinária nesta terça-feira (15) para começar a discutir a formação de um novo governo.   

Ex-chefe da Aeronáutica e general da reserva, Radev, de 53 anos, não tinha experiência na política e defendeu na campanha a melhora das relações com a Rússia e a abolição das sanções econômicas contra o país, apesar de nunca ter colocado em discussão a posição de Sofia como membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).   

No entanto, ele diz que não se deve fazer "inimigos" fora dessas alianças e que o "europeísmo não pode se transformar em russofobia". "O chefe de Estado russo notou o significativo potencial para o desenvolvimento das relações entre Rússia e Bulgária, baseadas em tradições centenárias de amizade e afinidade cultural e espiritual", afirma um comunicado do Kremlin.   

Já na Moldávia, o vencedor foi o socialista Igor Dodon, que teve 52,18% dos votos, contra 47,82% de Maia Sandu, tida como pró-Ocidente. O presidente eleito prometeu restabelecer relações amigáveis com a Rússia, mas também melhorar os laços com países vizinhos, principalmente Romênia e Ucrânia.   

"Sem dúvidas, nos agradam as declarações dos candidatos vencedores na Bulgária e Moldávia", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Os resultados proporcionam à Rússia a oportunidade de reverter uma tendência negativa e aumentar sua influência em uma região de importância estratégica: os Bálcãs e o sul da Europa Oriental, onde sua maior aliada continua sendo a Sérvia. (ANSA)
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