Merkel confirma indicação de Steinmeier para a Presidência

BERLIM, 14 NOV (ANSA) - A coalizão do governo alemão indicou nesta segunda-feira (14) o nome do ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, para ocupar o cargo de presidente a partir de fevereiro de 2017.   

Segundo a chanceler Angela Merkel, a indicação do chefe da pasta "é um sinal de estabilidade" da Alemanha, já que ele é um "homem do mundo político".   

"Justo em tempos de inquietudes e instabilidades mundiais, é um sinal de estabilidade e de apoio da União. Steinmeier é um homem do mundo político, respeitado na economia e na sociedade, no interior e no exterior, e por estes motivos, acredito, está pronto para o cargo de presidente federal de maneira excelente", disse Merkel em pronunciamento pela televisão.   

Citando que o futuro presidente "é um político confiável, sempre orientado para o compromisso e para dar soluções", a chanceler lembrou do trabalho de Steinmeier para tentar resolver a crise ucraniana com a Rússia. Merkel confirmou que a apresentação oficial do nome do ministro será feita na quarta-feira (16).   

Steinmeier deve substituir Joachim Gauck a partir de março do ano que vem. O atual mandatário, que tem 76 anos e está no cargo desde 2012, anunciou que não irá tentar mais um mandato, especialmente por causa de sua idade avançada.   

O acordo para indicar o ministro surge depois de semanas de intensos debates entre os líderes da União Democrata Cristã (CDU), partido de Merkel, do Partido Social-Democrata (SPD) e do União Social Cristã (CSU), que formam a base do governo alemão.   

Segundo o líder do SPD, Thomas Oppermann, "Steinmeier será um excelente presidente". Na Alemanha, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o presidente é indicado pela coalizão de governo De acordo com pesquisas de opinião, o futuro mandatário é o político mais popular da Alemanha, superando a chanceler Merkel, e tem perfil conciliador. Ele tem o título de doutor em Direito e foi chefe da Chancelaria entre os anos de 1999 e 2005, tentando ser o chefe do Governo em 2009. Mesmo com a derrota, mas por causa da falta da maioria parlamentar do CDU, ele foi um dos líderes do governo Merkel a partir da coalizão de partidos de centro-esquerda. (ANSA)
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