Nomeações de Trump para novo governo geram críticas

WASHINGTON E ROMA, 18 NOV (ANSA) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nomes para três importantes pastas de seu futuro governo nesta sexta-feira (18).   

No entanto, as escolhas geraram críticas de ONGs e de especialistas em segurança internacional.   

O nome mais polêmico é o do general aposentado Michael Flynn para ser assessor de Segurança Nacional. A ONG Human Rights Watch afirmou que o indicado possui um "atormentante desprezo" pelos direitos humanos e destacou que, durante a campanha eleitoral, ele apoiou métodos de tortura contra suspeitos de terrorismo.   

Já especialistas norte-americanos ouvidos pela agência Associated Press, apontam que Flynn tem uma "relação muito boa" com a Rússia, o que poderia por em risco a segurança dos norte-americanos. Essa postura não seria "vista com bons olhos" por veteranos especialistas em segurança nacional O futuro presidente escolheu ainda o deputado republicano Mike Pompeo para assumir o comando da Agência Central de Inteligência, a CIA. Membro do "Tea Party", a ala ultraconservadora dos republicanos, Pompeo é um crítico ferrenho do acordo nuclear com o Irã e deve trazer um tom mais "pesado e rígido" para a agência, segundo a mídia norte-americana.   

Cerca de 24 horas antes de ser nomeado - e aceitar o cargo - o novo diretor da CIA voltou a criticar o "desastroso acordo com o maior Estado financiador do terrorismo" e colocou um link de uma matéria em que diz que é "fácil" acabar com o pacto internacional.   

Trump ainda indicou o senador de Alabama, Jeff Sessions, para posto de secretário da Justiça, informou a mídia dos EUA.   

Sessions é um dos maiores e mais fiéis aliados da campanha do republicano, tendo sido o primeiro parlamentar a declarar apoio ao magnata.   

Segundo a emissora "CBS News", o senador é o "arquiteto" por trás dos planos do novo mandatário sobre questões polêmicas da campanha, como a imigração, a luta contra o terrorismo e a revogação de acordos comerciais internacionais.   

Sessions também já enfrentou processos, na década de 1980, por comentários racistas contra um advogado negro. O nome do senador ainda não foi confirmado oficialmente.   

Com os três nomes, Trump já tem cinco membros de seu futuro governo. No dia 13 deste mês, ele anunciou que Reince Priebus, presidente do Partido Republicano e expoente do establishment que o magnata tanto criticou, será seu chefe de Gabinete. Já Stephen Bannon, acusado de ser membro de grupos de supremacia branca, foi escolhido como seu conselheiro sênior. (ANSA)
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