Jubileu foi marcado por 'surpresas' e descentralização

CIDADE DO VATICANO, 21 NOV (ANSA) - Por Fausto Gasparroni.   

O Jubileu da Misericórdia, que terminou neste domingo (20) com uma missa que contou com a presença, entre outras pessoas, dos presidente e primeiro-ministro italianos, Sergio Mattarella e Matteo Renzi, foi marcado por grandes eventos não só dentro do Vaticano. O Ano Santo, que foi convocado por Francisco de maneira extraordinária, tratou-se de uma versão "descentralizada" e "difundida", com Portas Santas abertas não apenas nas basílicas romanas, mas também em catedrais e santuários de vários pontos do mundo, o que acabou com a necessidade de ter que ir até Roma para conseguir sua indulgência.   

Acredita-se que entre 900 e 950 milhões de pessoas participaram do Jubileu em todo o planeta. Mesmo assim, os grandes eventos do Jubileu na Itália e no Vaticano atraíram massas de fieis de todos os continente, que não quiseram perder a oportunidade de ir até o Vaticano e ouvir as orações de Francisco. Em Roma, foram ao menos 21 milhões de pessoas que compareceram aos eventos. O Ano Santo foi marcado pelas mais variadas peregrinações, como a dos doentes e deficientes, dos voluntários, dos sacerdotes e seminaristas, dos catequistas e diáconos, das crianças e adolescentes, das divinas misericórdias e da espiritualidade mariana. O evento também contou com verdadeiros festivais da fé, como a ostensão dos corpos de São Pio e de São Leopoldo Mandic, a canonização de Madre Teresa de Calcutá, e as 11 audiências gerais que, uma vez por mês, dobraram as já famosas audiências do papa Francisco de quartas-feiras. Junto a isso, outros momentos de um significado solidário sem precedentes aconteceram desde 8 de novembro do ano passado, como o Jubileu dos presidiários e o dos moradores de rua. Além disso, muitas pessoas compareceram a eventos particulares como "24h per il Signore" ("24h pelo Senhor"), no dia 4 de março; as orações do "Asciugare le Lacrime" ("Enxugar as Lágrimas"), em 5 de maio; e o Jubileu das Crianças e Adolescentes no dia 23 de abril, no qual o Papa confessou vários dos jovens presentes na própria Praça São Pedro.   

Em uma semana, eventos como a ostensão dos corpos de São Pio e de São Leopoldo Mandic, nas basílicas romanas, receberam mais de meio de milhão de pessoas em fevereiro. Em, 4 de setembro, a canonização de Madre Teresa também reuniu cerca de 120 mil pessoas na Praça São Pedro.   

Mas além do grande número de fieis que participaram do Ano Santo, a mensagem de misericórdia do Pontífice também ficou clara nas suas visitas surpresas nas sextas-feiras durante o Jubileu. Em janeiro, Francisco visitou uma casa de repouso para idosos e uma para doentes em estado vegetativo em Torre Spaccata. Já em fevereiro, o Papa visitou uma comunidade de dependentes químicos em Castelgandolfo; em março, o argentino foi a um centro de acolhimento de imigrantes (Cara) em Castelnuovo di Porto; em abril, o religioso visitou imigrantes e refugiados na ilha de Lesbos; em maio, ele visitou a comunidade "Chicco" para pessoas com graves deficiências intelectuais em Ciampino; em junho, Jorge Mario Bergoglio foi a duas comunidades romanas para sacerdotes idosos. Já em julho, durante sua viagem na Polônia, o Papa fez uma oração especial no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, realizou uma visita ao hospital pediátrico de Cracóvia e conheceu também alguns jovens iraquianos, sírios e de outros países em guerra participantes da Jornada Mundial da Juventude. Em agosto, Francisco compareceu a uma Comunidade do Papa João XXIII em Roma que acolhe mulheres que eram prostitutas e em setembro, o Pontífice visitou uma UTI neo-natal em Roma e um hospício para doentes terminais, também na capital italiana. Em outubro, a visita do religioso foi ao Villaggio SOS, uma casa em Roma que acolhe crianças necessitadas, e em novembro foi a um apartamento em Ponte di Nona, onde encontrou sete jovens ex-sacerdotes que deixaram o celibato para casar, ter filhos e constituir uma família. (ANSA)
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