Itália tem queda de 17 mil nascimentos em 2015

ROMA, 28 NOV (ANSA) - País com menor taxa de natalidade da União Europeia, a Itália registrou exatos 485.780 nascimentos em 2015, quase 17 mil a menos que no ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) e confirmam a tendência de redução populacional no país.   

No início de 2016, o Istat havia informado que 488 mil crianças nasceram na Itália no ano passado, mas a cifra era apenas uma estimativa. A queda vista em 2015 é atribuída principalmente a casais formados por italianos, que tiveram 385.015 bebês, contra os 398.540 registrados em 2014.   

Mas a tendência também é verificada em crianças nascidas de pelo menos um genitor estrangeiro. Nessa parcela da população, a quantidade de nascimentos caiu de 104.056 para 100.766. Quando os dois pais são estrangeiros, o índice passou de 75.067 em 2014 para 72.096 em 2015.   

Segundo o Istat, cresceu a proporção de filhos de pais que não são casados, chegando a 28,7% do total, contra 17,5% de 2005, uma década antes. Além disso, na Itália, a idade média da mãe é de 31,7 anos, enquanto a do pai é de 35,3. Entre os meninos, o nome mais usado é Francesco (3,5%), efeito da popularidade do papa Francisco, e entre as meninas é Sofia (3,1%).   

A partir do ano que vem, o governo italiano deve pagar uma "bolsa bebê" de 800 euros (R$ 2,8 mil, segundo a cotação atual) para incentivar a natalidade no país, que em 2015 sofreu a primeira queda populacional desde sua unificação, em 1861.   

(ANSA)
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