Colombianos e brasileiros se unem para homenagear a Chape

SÃO PAULO, 1 DEZ (ANSA) - O palco que deveria celebrar uma final inédita da Copa Sul-Americana, o estádio Atanasio Girardot, tornou-se um dos locais de uma das mais belas homenagens já vistas no mundo do futebol. Mais de 40 mil pessoas foram à casa do Atlético Nacional não para vibrar com uma partida, mas para homenagear os 71 mortos na queda do avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense para a inédita disputa. Às 21h45, horário em que deveria começar a primeira partida da final, foi feito um minuto de silêncio tanto no Atanásio Girardot como na Arena Condá, em Chapecó. Durante toda a homenagem, que durou cerca de 90 minutos, discursos de políticos, dirigentes e da esposa de um dos atletas do Nacional lembraram da importância do esporte na sociedade e prestaram muitas homenagens ao pequeno clube catarinense. O Brasil enviou o chanceler José Serra para fazer o discurso.   


Ao mesmo tempo, na Arena Condá, milhares de pessoas se reuniram para celebrar uma cerimônia religiosa e lembrar dos "heróis" locais, com muitas lágrimas e homenagens. Com cantos de "é campeão" e da música criada pelos torcedores do Nacional para a Chapecoense, os torcedores promoveram uma belíssima homenagem aos falecidos.   


Nos dois estádios, os nomes de todas as vítimas - incluindo os jornalistas e a tripulação que faleceu - foi declamado sob muitos aplausos. - Pane seca: As autoridades da Aeronáutica Nacional confirmaram que o avião caiu sem "uma gota de combustível" no morro em Cerro Gordo e que agora serão investigadas as causas do que provocou a pane seca.   


"Uma das hipóteses que trabalhamos é que [o avião] não contava com combustível e que, por isso, tenha apagado subitamente os motores. Motores são a fonte elétrica. Você pode ter uma turbina adicional, mas se não tinha combustível, vai ter uma pane elétrica", afirmou Fredy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil.   


Segundo Bonilla, as normas internacionais exigem que uma aeronave precisa ter combustível suficiente "para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva". Outro ponto ressaltado pelo secretário foi o fato do piloto, Miguel Luis Quiroga, não ter relatado imediatamente que estava em um situação de emergência e que ele deveria ter alertado antes a Torre de Controle. (ANSA)
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