Bolívia investiga ligações entre Lamia e Conmebol

SÃO PAULO, 02 DEZ (ANSA) - O ministro de Obras Públicas da Bolívia, Milton Claros, afirmou nesta sexta-feira (2) que o país investiga possíveis ligações entre a companhia aérea Lamia e a Conmebol.   


Segundo ele, é "chamativo" que uma empresa relativamente nova e que conta com apenas três aviões tenha se tornado tão popular entre clubes de futebol. A Lamia foi fundada em 2009, na Venezuela, mas começou a operar somente em 2014, pouco antes de se transferir para a Bolívia.   


Das três aeronaves que a empresa tinha, apenas uma estava em condições de voar, justamente a que caiu com a delegação da Chapecoense nos arredores de Medellín, na Colômbia. O piloto do avião, Miguel Quiroga, era um dos sócios da companhia e faleceu na tragédia.   


"Também investigamos uma suposta relação entre seus diretores e o pessoal da Conmebol. Nos chama atenção que [a empresa] tenha tido tanta facilidade para conseguir contratos com as equipes de futebol", declarou o ministro. A Lamia já transportou times como Atlético Nacional, The Strongest e a seleção da Argentina.   


Além disso, a Bolívia está apurando quem deu autorização para um voo que tinha apresentado tantas restrições em seu plano. A aeronave da Chapecoense partira da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra rumo a Medellín, em um trajeto de aproximadamente 3 mil km, exatamente o mesmo valor de sua autonomia.   


Ainda assim, o plano de voo não incluía escalas para reabastecimento e nem um aeroporto alternativo para o caso de desvios. Tais problemas foram apontados por uma funcionária do aeroporto de Viru Viru, que serve Santa Cruz, porém o avião decolou do mesmo jeito.   


"Estamos investigando todos os acontecimentos, nos demos um prazo de 10 dias", acrescentou Claros. Segundo o ministro, já foi identificado um parentesco entre um dos donos da Lamia e um diretor da Aeronáutica Civil da Bolívia.   


As investigações conduzidas pela Colômbia já demonstraram que os tanques de combustível da aeronave estavam vazios no momento da queda, e agora a apuração se concentra em descobrir se houve negligência ou falha técnica. (ANSA)
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