Vídeo mostra resgate de sobrevivente da tragédia da Chape

SÃO PAULO, 2 DEZ (ANSA) - A Polícia Nacional da Colômbia divulgou nesta sexta-feira (2) um vídeo do resgate de um dos seis sobreviventes da tragédia com o voo da Chapecoense, na última terça-feira (29).   


O resgate de Erwin Tumiri, o técnico de voo da LaMia, mostra o boliviano lúcido, informando que está com dores nos braços e na coluna. Sob uma luz dos socorristas, Tumiri começa a gritar por seus companheiros de tripulação.   


"Alex, Ángel, David", grita o homem. Alex Quispe era o outro técnico de voo no avião, encarregado pelo plano de voo a partir do aeroporto boliviano de Santa Cruz de la Sierra. Já Ángel Lugo também era um dos técnicos de voo enquanto Romel David Vacaflores, assistente de voo. Todos faleceram na tragédia.   


Ao mesmo tempo, um socorrista pede para ele ficar calmo, não gastar energia e informa que as equipes estão procurando por todos os sobreviventes. Tumiri é um dos sobreviventes que menos apresentou lesões sérias e já está fora da UTI.   


- Plano de voo errado: O jornal colombiano "El Tiempo" informou que o plano de voo apresentado pela LaMia à Agência Nacional de Aviação da Bolívia (Aasana) era diferente do que foi apresentado para a agência colombiana.   


"À Aerocivil, a companhia aérea deu uma permissão de saída, apoiada pelas autoridades bolivianas, a partir da cidade de Cobija com destino a Rionegro [Medellín]. Descobrimos que, na realidade, ele veio de Santa Cruz, que é muito mais ao sul, quando o avião estava no espaço aéreo colombiano", disse o secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil, Fredy Bonilla.   


O representante destacou que Cobija fica a 2.065km da cidade de Medellín, uma folga bem grande na distância em relação ao máximo de autonomia da aeronave. No entanto, como o voo saiu de Santa Cruz de la Sierra, o trajeto tinha exatamente a mesma duração da viagem, cerca de 3 mil quilômetros em 4h22.   


Bonilla já havia ressaltado que, além de ser arriscado fazer uma viagem assim, o piloto feriu regras internacionais, que estabelecem que é preciso ter 30 minutos a mais de combustível para casos de emergência e a necessidade de uma segunda opção de pouso.   


Além disso, uma funcionária da Aasana alertou o despachante do voo, que entregou o plano com a rota, que era preciso mudar a rota para atender os requisitos de segurança, mas que ele não aceitou. Mesmo assim, o voo foi liberado pelos bolivianos.   


(ANSA)
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