Oposição celebra queda de Renzi e pede novas eleições

ROMA, 04 DEZ (ANSA) - Após o anúncio de que o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, renunciará ao cargo, a oposição já começou a cobrar o presidente Sergio Mattarella para que ele convoque eleições para escolher um novo governo.   

"Desejamos um bom trabalho ao presidente Mattarella neste momento crucial. Como principal força política do país, estamos disponíveis a dar todos os passos necessários para chegar às eleições", escreveu em seu blog o fundador do Movimento 5 Estrelas (M5S), Beppe Grillo.   

Com um programa populista e antissistema, o partido é o segundo em número de representantes no Parlamento e aparece nas pesquisas como o preferido dos italianos, ao lado do Partido Democrático (PD), liderado por Renzi.   

"Os partidos farão de tudo para chegar a setembro de 2017 e garantir aposentadorias de ouro. Não permitiremos. A única solução é aquela que propomos. Pedimos que os italianos fiquem ao nosso lado nessa batalha", acrescentou Grillo.   

Já Matteo Salvini, secretário da legenda de extrema-direita Liga Norte, afirmou que a vitória do "não" no referendo é um triunfo do "povo" contra os "poderes fortes". "Estamos prontos para votar o mais rápido possível, com qualquer lei eleitoral", afirmou.   

A Itália vive atualmente em um limbo que dificulta a possibilidade de ir às urnas antecipadamente. A lei eleitoral do país foi declarada inconstitucional pela Justiça, e aquela aprovada pelo governo Renzi está diretamente ligada à reforma rejeitada neste domingo, já que vale apenas para a Câmara dos Deputados. Por isso, todas as forças políticas aguardam com ansiedade a decisão de Mattarella. Existe a possibilidade de ele designar um governo técnico que aprove uma lei eleitoral em pouco tempo e leve o país às urnas já no primeiro semestre de 2017. O encarregado poderia ser o presidente do Senado, Pietro Grasso.   

Também ainda é incerto qual será o papel de Renzi daqui para frente. Ele anunciou que renunciará ao cargo, mas não disse se deixará a liderança do PD, que certamente disputaria o comando do país com o M5S em uma eventual eleição. (ANSA)
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