Merkel lamenta renúncia de Renzi, mas pede respeito ao voto

BERLIM, 5 DEZ (ANSA) - A chanceler alemã Angela Merkel lamentou nesta segunda-feira (5) o anúncio da renúncia do primeiro ministro italiano, Matteo Renzi, após a derrota do governo no referendo constitucional deste domingo (4).   

Segundo seu porta-voz, Steffen Seibert, Merkel "soube com tristeza" sobre a renúncia, mas disse que é preciso "respeitar a decisão democrática tomada pelos cidadãos italianos". O representante ainda ressaltou que a líder do governo alemão "sempre trabalhou bem e com confiança em Renzi" e que ela apoiou as reformas implantadas pelo premier.   

Seibert também ressaltou que o governo alemão está pronto para colaborar com o futuro governo italiano. Renzi, ao lado do presidente francês, François Hollande, era um dos "pilares" da União Europeia. Apesar de algumas discussões públicas - especialmente nas questões econômicas -, Merkel, Renzi e Hollande eram firmes na defesa do bloco europeu e tinham visões parecidas para enfrentar outras crises europeias, como a questão da imigração.   

Até por causa disso, a preocupação dos alemães com o futuro da Itália é latente. O ministro das Relações Exteriores de Berlim (e provável futuro presidente da Alemanha), Frank-Walter Steinmeier, desejou uma rápida solução à crise de Roma e disse estar observando com "preocupação" o resultado do referendo.   

Para Steinmeier, a escolha dos italianos "não é, certamente, uma contribuição positiva em um dos momentos mais difíceis para a Europa". O chanceler destacou que acredita que Renzi "fez tudo o que era justo e necessário", mas que isso "não foi premiado pelos eleitores".   

Já o ministro da Economia da Alemanha, Wolfgang Schäuble, pediu para que o próximo premier italiano siga a mesma linha adotada por Renzi.   

"É urgente que se forme um novo governo e espero que ele continue com as reformas. A Itália deve continuar pela estrada começada por Renzi há três anos", disse Schäuble ao chegar ao Parlamento Europeu. "Mesmo que os cidadãos não tenham aceitado essa modificação na Constituição, não há razão para falar em crise europeia", acrescentou.   

Na mesma linha, o comissário europeu para os Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, afirmou que a situação atual "não é um psicodrama". "É uma situação da política interna italiana, com consequências importantes para a Itália, mas não se tornará uma crise europeia", disse ainda Moscovicci, que destacou que esse "não é um voto anti-União Europeia". (ANSA)
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