No Scala,estreia de 'Madame Butterfly' tem 14 min de aplauso

MILÃO, 7 DEZ (ANSA) - Teve início na noite desta quarta-feira, dia 7, a temporada 2016/2017 de óperas do famoso Teatro alla Scala de Milão. E a primeira apresentação de "Madame Butterfly", obra de Giacomo Puccini, contou com a presença da realeza, a falta de representantes políticos italianos, uma pequena manifestação e com nada menos que 14 minutos de aplausos. Antes da ópera começar, um grupo de manifestantes começou a acender alguns sinalizadores e a jogar legumes contra os policiais que estavam na praça do teatro. Acompanhando as cerca de 30 pessoas que participaram do protesto, que foi dispersado em pouco tempo, foi estendida uma grande faixa com a frase "Bella ciaone. E adesso cacciomoli tutti", que fazia referência direta à renúncia do agora ex-premier italiano Matto Renzi, que anunciou que deixaria o cargo após a vitória do "não" no referendo constitucional do último domingo (4). Por causa da renúncia, aliás, não compareceram à ópera dois dos políticos que costumam estar presentes na abertura da temporada do Scala: o primeiro-ministro e o presidente da República, Sergio Mattarella, que no momento estavam reunidos na sede do governo, no Palazzo do Quirinale, tratando do pedido de demissão. Já é o segundo ano consecutivo que Mattarella não comparece a estreia da temporada. Em 2015, o mandatário estava em Roma esperando a abertura oficial do Jubileu da Misericórdia, que aconteceria um dia depois. O presidente, no entanto, exprimiu sua vontade de ter assistido à ópera em um comunicado lido no próprio Scala pelo superintendente Alexander Pereira. "Confirmo o meu desejo de estar presente no Scala também para homenagear uma das instituições líricas mais prestigiosas e apreciadas do mundo", afirmou Mattarella. Além disso, também não viram a obra o presidente do Senado, Pietro Grasso, e o ministro da Cultura, Dario Franceschini. Por outro lado, compareceram ao espetáculo o ex-premier italiano Mario Monti, o governador da região da Lombardia, Roberto Maroni, e o prefeito de Milão, Giuseppe Sala. A primeira apresentação de "Madame Butterfly" também contou com a presença do ex-rei da Espanha, Juán Carlos, que disse que adorou a ópera, que a achou "fantástica" e que "por 40 anos não" conseguiu ir até o famoso teatro italiano, mas que agora pode. Outros ilustres convidados foram um casal de italianos da cidade Accumoli, na região central da Itália, que teve sua casa destruída pelos terremotos dos últimos meses. Durante um dos intervalos da ópera, Gabriele Vittori acompanhado de sua esposa, Gabriella, disse que espera que "ninguém se esqueça" das vítimas dos tremores do país, mas que acredita no "Estado" para a reconstrução das cidades atingidas. "Madame Butterfly", ópera do Giacomo Puccini, foi dirigida por Riccardo Chailly, que optou por dar vida mais uma vez à versão original da obra, de 1904, e que disse que, "após 112 anos de atraso o valor da 'Madame Butterfly' foi reconhecido". O espetáculo também teve a regência do maestro Alvis Hermanis e o destaque para a soprano Maria José Siri, ambos muito aplaudidos.   

(ANSA)
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