Trump nomeia general aposentado para Secretário de Defesa

WASHINGTON, 7 DEZ (ANSA) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou formalmente nesta terça-feira (5) durante um discurso na Carolina do Norte, na sua "turnê" pós-eleitoral, que o general aposentado da Marinha James Mattis, de 66 anos, será o secretário do Departamento de Defesa de seu governo.   

"Um líder extraordinário que dedicou sua vida ao nosso país [...] é a pessoa certa para comandar o nosso Departamento de Defesa", afirmou o magnata novaiorquino. Referindo-se a Mattis pelo seu apelido, "Cachorro Louco" ("Mad Dog", em inglês), Trump disse que o foco do Pentágono "deve ser a destruição do terrorismo, do Estado Islâmico" e que o general aposentado é a melhor opção para isso já que o país procura "a paz através da força". No discurso, o "Cachorro Louco" agradeceu o republicano pela "confiança" que lhe foi depositada e afirmou que "está ansioso para ser o líder dos cidadãos" no Departamento de Defesa norte-americano.   

No entanto, a nomeação de Mattis só será realmente aceita não apenas com a aprovação do Congresso, mas também do Senado. O motivo é que o general só se aposentou em 2013 e, de acordo com uma lei dos EUA, para assumir o controle do Pentágono é necessário que a pessoa nomeada tenha deixado os serviços militares há ao menos 7 anos. Mattis nasceu no estado de Washington e se alistou no serviço militar já em 1969, quando começou a fazer parte do Corpo da Infantaria da marinha norte-americana. O general participou da Guerra do Golfo e de uma operação no Afeganistão e, em 2003 liderou uma das divisões do Iraque. O militar também serviu o Comando Central dos EUA, que é responsável por assuntos da Ásia Central e do Oriente Médio de 2010 a 2013, ano que se aposentou.   

Mesmo não concordando com todos os ideais de Trump, o general já realizou várias críticas a temas que também são rechaçados pelo presidente eleito. O "Cachorro Louco", já comentou publicamente que não concorda com as políticas do atual mandatário, Barack Obama, sobre, por exemplo, o Oriente Médio, sobretudo no que diz respeito ao acordo nuclear do Irã. Trump nomeia general para Departamento de Segurança Interna - Nesta quarta-feira (6), Trump também nomeou o General aposentado da Marinha John F. Kelly ao cargo de secretário do Departamento de Segurança Interna do país, afirmou a norte-americana "CBS News". Kelly, que também tem 66 anos, se aposentou no começo deste ano da liderança da organização militar Comando do Sul dos Estados Unidos, responsável pela área do Caribe, da América Central e do Sul. Nesse cargo, o general criticava o posicionamento de Obama em determinados assuntos, como em relação ao presídio de máxima segurança de Guantánamo, em Cuba, sendo contrário ao fechamento da prisão. O militar ainda tem uma carreira de 40 anos na Marinha dos EUA, liderou combates no Iraque e também perdeu seu filho na guerra do Afeganistão. Com Kelly, Trump terá nomeado três generais aposentados para alguns dos cargos de maior confiança do governo dos Estados Unidos.   

Trump nomeia governador para embaixador dos EUA na China - O presidente eleito Donald Trump também nomeou o governador de Iowa, Terry Branstad, para ser o embaixador dos Estados Unidos na China. O político foi governador do estado de 1983 a 1999 e novamente a partir de 2011, sendo o governador que ficou mais tempo no cargo na história do país, com quase 20 anos no poder.   

Além disso, Branstad também conhece o presidente chinês, Xi Jinping, por décadas e os dois mantêm contato desde 1985, quando o mandatário asiático visitou o estado de Iowa. O político norte-americano também é considerado um "velho amigo" da China, segundo o ministro das Relações Exteriores do país, Lu Kang. Por isso, a escolha de Branstad indica que, mesmo com as várias críticas feitas pelo republicano sobre o governo de Pequim e o seu recente incidente diplomático provocado com a ligação feita por ele aos líderes de Taiwan, país considerado uma província rebelde e separatista da China, as relações diplomáticas entre os dois países poderão ser conduzidas de maneira mais delicada do que eram esperadas. (ANSA)
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