Cotado para premier,chefe do Senado abre consultas na Itália

ROMA, 08 DEZ (ANSA) - Cotado para ser o próximo primeiro-ministro da Itália, o chefe do Senado, Pietro Grasso, deu início nesta quinta-feira (8) à série de consultas com o presidente da República, Sergio Mattarella, para a formação de um novo governo.   

Ocupante do segundo cargo na hierarquia do Estado, Grasso, de 71 anos, foi o primeiro a ser recebido no Palácio do Quirinale, sede da Presidência, em Roma, após a renúncia do premier Matteo Renzi. A reunião começou por volta de 18h (15 em Brasília) e durou cerca de 30 minutos, mas o presidente do Senado não quis falar com a imprensa.   

Dono de uma longa carreira na política e como procurador antimáfia, ele é um dos mais cotados para ser encarregado de formar um novo governo na Itália por causa de seu perfil institucional e neutro. Apesar de pertencer ao centro-esquerdista Partido Democrático (PD), Grasso não integra o grupo liderado por Renzi e poderia ser mais palatável à oposição, que certamente ficará furiosa se Mattarella não convocar eleições imediatas. É comum na Itália que a mediação em crises complexas seja confiada ao presidente do Senado.   

Além disso, como não é um "renziano", ele teria mais facilidade para unificar o PD, que é o maior partido no Parlamento e possui várias correntes em seu interior. Se for encarregado pelo presidente da República, Grasso poderia governar até o fim da atual legislatura, em 2018, ou até a aprovação de uma nova lei eleitoral que leve o país às urnas em 2017.   

Atualmente, estão em vigor no país modelos de votação distintos para os dois ramos do Parlamento, e o sistema válido para a Câmara dos Deputados é alvo de uma ação de ilegitimidade na Corte Constitucional, que se pronunciará sobre o tema no dia 24 de janeiro.   

Além de Grasso, são cotados para formar um novo governo alguns ministros de Renzi, como Dario Franceschini (Bens Culturais), Graziano Delrio (Infraestrutura), Pier Carlo Padoan (Finanças) e Paolo Gentiloni (Relações Exteriores).   

Mattarella ainda recebe nesta quinta a chefe da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, e o ex-presidente Giorgio Napolitano, seu antecessor. Entre sexta-feira (9) e sábado (10), ele se reunirá no Quirinale com cada um dos partidos representados no Parlamento. Depois das consultas, Mattarella dirá se designa ou não alguém para substituir Renzi.   

O primeiro-ministro entregou sua carta de renúncia na última quarta-feira (7), em função de sua derrota no referendo constitucional do domingo passado (4). (ANSA)
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