UE não teme crise bancária na Itália após renúncia de Renzi

BRUXELAS, 8 DEZ (ANSA) - O comissário europeu para os Assuntos Econômicos, Pierre Moscovici, afirmou que a União Europeia não teme que a crise bancária na Itália afete o bloco após a renúncia do primeiro-ministro Matteo Renzi.   

Em entrevista à emissora francesa "Public Senat" nesta quinta-feira (7), Moscovici ressaltou que os problemas dos bancos italianos "são os mesmos da última semana" e que eles "não se agravaram" com a vitória do "não" no referendo constitucional do último domingo (4).   

"Não é uma crise europeia porque não havia a UE de pano de fundo neste referendo. Há uma crise, como é conhecido, mas há também continuidade. Há um partido que tem a maioria nas duas Casas e há um homem, [Matteo] Renzi, que ainda tem o poder", disse Moscovici ao falar da situação atual da política italiana.   

Apesar de ter apresentado o pedido de renúncia, o premier ainda está no cargo até o fim das consultas para a formação de um novo governo. Os encontros com as forças políticas seguem até este sábado (10).   

O questionamento sobre a crise bancária refere-se a um problema que vem se arrastando e preocupando os mercados internacionais.   

Isso porque, os bancos italianos tem um alto nível de créditos deteriorados em suas carteiras.   

Calcula-se que esses empréstimos, que dificilmente serão pagos, totalizem 360 bilhões de euros, o equivalente a 17% do total de créditos concedidos no país, uma das taxas mais altas da EU.   

Para se ter ideia, na Alemanha, esse índice é de 3,4%.   

A elevada parcela desses títulos tóxicos (cinco vezes maior que antes da crise) impede que os bancos aprovem novos financiamentos, freando a retomada da economia italiana. O Monte dei Paschi di Siena (MPS) - tido como o banco mais antigo ainda em atividade no mundo -, por exemplo, tem um terço de sua carteira tomada por créditos deteriorados. "Sobre os bancos, há discussões em curso com diversas instituições, a Comissão [Europeia], o BCE [Banco Central Europeu]. Os problemas não mudaram desde a última semana, não se deterioraram ou agravaram. Tudo está sendo seguido com atenção e as medidas colocadas em campo são fortes", acrescentou Moscovici. (ANSA)
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