Chanceler italiano começa último dia de consultas

ROMA, 2 DEZ (ANSA) - Começou nesta segunda-feira (12) o último dia das consultas com os partidos políticos italianos para a formação de um novo governo.   

Nesta segunda, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, que foi encarregado de ouvir os líderes dos partidos pelo presidente italiano, Sergio Mattarella, neste domingo (11), começará o dia com um encontro com a legenda Fratelli d'Italia (FDI) e o terminará com uma reunião com o Partido Democrático (PD). Após o FDI, Gentiloni se encontrará com a delegação da sigla regional Partido Popular Sul-Tirolês (SVP), com o grupo Civici e Innovatori (CI), com o grupo para as Autonomias, com o partido Conservatori e Riformisti (COR), a coalizão Area Populare (AP), com a legenda Força Itália (FI), com o grupo Grandi Autonomie e Libertà (GAL) e terminará com a reunião com o PD. Ao final dos encontros, Gentiloni terá, provavelmente, em mãos a lista dos ministros do Quirinale, sede do governo italiano, para formar o que o chanceler definiu como um "governo de responsabilidade". O ministro das Relações Exteriores foi encarregado por Mattarella no domingo de formar um novo governo, função que o político aceitou, como de praxe, mas com reservas. Poucas horas depois, Gentiloni deu início às consultas com os grupos parlamentares, inclusive com os da oposição como o Movimento 5 Estrelas (M5S), cujo líder, Beppe Grillo já criticou a decisão de Mattarella. "Estamos com os cidadãos, não com os vira-casacas", disse Grillo. Em seu discurso, Gentiloni agradeceu o presidente italiano por sua decisão, que considera "uma grande honra" e disse que procurará "cumprir com dignidade e responsabilidade" o cargo. "O quadro amplo e articulado das consultas desenvolvidas pelo presidente da República será a base do trabalho para definir a composição do programa do novo governo", disse o chanceler.   

"Das consultas surgiu a confirmação da decisão do [ex-premier Matteo] Renzi de não aceitar novamente o seu cargo em coerência ao empenho que demonstrou e esta coerência merece respeito da parte de todos", afirmou Gentiloni, que também disse que pretende "acompanhar e, se possível, facilitar o percurso das forças parlamentares" para definir as novas regras eleitorais. Encarregado por Mattarella, o político também assegurou que está "ciente da urgência de dar à Itália um governo na plenitude dos poderes para tranquilizar os cidadãos e enfrentar com máximo esforço e determinação as prioridades internacionais, econômicas, sociais e iniciar as reconstruções das áreas atingidas pelos terremotos". (ANSA)
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