Veja lista de prováveis ministros de novo governo da Itália

ROMA, 12 DEZ (ANSA) - O ex-chanceler italiano Paolo Gentiloni apresentará na tarde desta segunda-feira (12) a lista de ministros que comporão o novo governo do país, após a renúncia do premier Matteo Renzi. Gentiloni aceitou ontem (11) a missão dada pelo presidente Sergio Mattarella para iniciar consultas e tentar formar um novo governo. O chefe de Estado tinha pedido "pressa" para solucionar a crise política, o que fez o ex-chanceler ter menos de 24 horas para negociar a lista de ministros. O Ministério das Relações Exteriores, posto que o próprio Gentiloni deixou vago, poderá ficar com Angelino Alfano, da Democracia Cristã,atual ministro do Interior. Seu nome ganhou força nos últimos dias para assumir a Farnesina devido à sua longa experiência de governo e com relações internacionais, apesar de declarações polêmicas no passado. Além de Alfano, estão na lista Piero Fassino, do governista Partido Democrático, ex-secretário de governo de Romano Prodi e ex-ministro da Justiça, e Elisabetta Belloni, embaixadora e secretária-geral da Farnesina. Mas, caso Alfano fique com a Farnesina, o PD receberá o Ministério do Interior, pasta para a qual aparece como favorito Marco Minniti, atual vice-secretário dos serviços secretos. Isso abriria caminho para Luca Lotti assimir os serviços secretos. Lotti era considerado o braço direito de Renzi, pois atuava como vice-secretário da Presidência do Conselho de Ministros. Seu nome à frente dos serviços secretos, porém, desagradou à oposição. No Ministério da Economia, é provável que não haja mudanças e que Pier Carlo Padoan continue na liderança da pasta, após ter rejeitado a possibilidade de se tornar premier, em competição contra o próprio Gentiloni. O mesmo pode acontecer no Ministério da Justiça, que deve permanecer com Roberta Pinotti, no Ministério de Infraestrutura, com Graziano Delrio, que também fora cotado como novo premier, e no Ministério do Desenvolvimento Econômico, com Carlo Calenda. Mas a troca de cadeiras deverá afetar o Ministério da Educação, já que a ministra Stefania Giannini foi duramente criticada por apoiar a reforma escolar promovida por Renzi. Os nomes que poderiam ocupar seu posto são Rossi Doria, ex-professor e especialista em políticas públicas, Marcello Pera, ex-presidente do Senado, e Francesca Puglisi, senadora. No Ministério da Saúde, ainda pairam dúvidas sobre o futuro da minsitra Beatrice Lorenzin. Fontes locais não sabem se Gentiloni deixará Lorenzin no posto, apesar dela ter sido alvo de críticas pela campanha de fertilidade. Quem fica e quem vai embora no novo governo? - Antes considerada musa da política italiana, Maria Elena Boschi é quem pagará o preço político mais alto desta troca de governo.   

Ela, que era ministra das Reformas Constitucionais e Relações com o Parlamento de Renzi, foi a responsável por preparar as mudanças na Constituição levadas - e rejeitadas -- no referendo de 4 de dezembro. Seu nome está totalmente ligado à reforma e à derrota de Renzi nas urnas, o que a deixou isolada no novo cenário político. De acordo com a imprensa italiana, Boschi não deverá integrar o novo governo, nem tentar a liderança da Câmara dos Deputados, nem uma função diretiva no PD. Agora, o nome mais cotado para assumir o Ministério de Boschi é de Roberto Giachetti, que foi candidato à Prefeitura de Roma. Oposição - O partido opositor Movimento 5 Estrelas (M5S), do ex-comediante Beppe Grillo, recusou-se a negociar com Gentiloni, assim como o nacionalista Liga Norte, enquanto outras legendas, como o Forza Italia (FI) aceitaram fazer uma oposição "pontual", mais moderada do que faziam com Renzi, mas exigindo que Gentiloni aja com descontinuidade em relação ao ex-premier, apesar de pertencerem ao mesmo partido. (ANSA)
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