Conheça desafios de Trump e Tillerson na política externa(2)

SÃO PAULO, 13 DEZ (ANSA) - CONTINUAÇÃO - 4)EUA e Rússia encerrarão sua hostilidade histórica? A nomeação de Tillerson vai de encontro aos discursos de Trump de que se reaproximaria da Rússia, já que o novo secretário de Estado tem o apreço do presidente Vladimir Putin. No entanto, Washington e Moscou mantêm interesses estratégicos divergentes em vários assuntos geopolíticos, principalmente no Oriente Médio. "A política externa para a Rússia pode mudar, sim, porque Trump é uma pessoa muito pragmática, capaz de estabelecer consensos.   

Mas, com certeza, ele enfrentará resistência no Senado, onde há políticos, republicanos, que são muito agressivos contra a Rússia", disse Zahran.   

5)Trump vai declarar uma guerra comercial contra a China? As últimas declarações do magnata republicano não agradaram a China, onde os jornais chamaram Trump de "ignorante como uma criança". Isso porque, pouco a pouco, o recém-eleito presidente dos EUA vem demonstrando que manterá diálogos com Taiwan, considerada uma província rebelde e separatista por Pequim, e negociará novos termos comerciais com a potência asiática. Uma das medidas sugeridas por Trump é a de impor tarifas a produtos chineses para "garantir as mesmas condições" no comércio. "Se ele começar uma guerra comercial, a China vai retaliar. Vai deixar de comprar Boeing, soja e outros produtos. Os civis norte-americanos vão acabar perdendo também. Apesar de esta ser uma área com menos espaço para manobras, mexe com a economia mundial inteira", disse Cukier, da ESPM.   

6)Como deve ficar a nova configuração mundial do poder? Apesar das mudanças sugeridas por Trump terem capacidade de impactar vários outros países, principalmente os parceiros históricos dos EUA, como a Europa, os especialistas entrevistados pela ANSA acreditam que o impacto será temporário e limitado, sem capacidade para alterar completamente o cenário mundial. "Não haverá uma nova configuração. Trump é uma força estruturante de curta duração, é apenas um mandato político. As relações internacionais são muito mais complexas que a vontade de um líder político. Essa onda gigante de Trump vai chegar na praia e virar espuma. Uma eleição de um presidente raramente causa uma grande mudança mundial e Trump não levará a cabo uma revolução", disse Sidney Leite, comparando o cenário atual com as expectativas também geradas pela eleição de Barack Obama em 2008. Já Heni Ozi Cukier acredita que, no contexto global, as mudanças propostas por Trump tornarão o mundo "mais multipolar". "A eleição do Trump manda um sinal de que o mundo está muito mais cada um por si. Pode parecer mais democrático, mas é um mundo mais anárquico, mais instável. E a Primeira e a Segunda Gerra aconteceram neste contexto. Isso não é positivo", disse. (ANSA)
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