'Braço-direito' de prefeita de Roma é preso por corrupção

ROMA, 16 DEZ (ANSA) - Os policiais do Núcleo de Investigação do Comando Provincial, sob pedido da Procuradoria de Roma, prenderam o chefe do Departamento Pessoal da Prefeitura da capital italiana, Raffaele Marra, nesta sexta-feira (16).   

Marra, 44 anos, que é considerado o "braço-direito" da prefeita Virginia Raggi e faz parte do núcleo duro do governo, é acusado de corrupção em um caso de 2013, envolvendo a compra e venda de casas pela Enasarco, um órgão de assistência para representantes do comércio. Segundo as investigações, Marra e sua esposa conseguiam "descontos recordes" nessas aquisições.   

A prisão ocorre um dia após a Polícia fazer uma operação de busca e apreensão no Campidoglio, em busca de documentos sobre as nomeações de todos os assessores de Raggi.   

No último mês de setembro, o chefe de Departamento esteve no centro do caos pelas nomeações para a Prefeitura, que causaram contestações dentro do próprio Movimento Cinco Estrelas (M5S). O dirigente, que havia sido escalado inicialmente como vice-chefe de Gabinete de Raggi, foi depois realocado para os Recursos Humanos, sendo o chefe de pessoal do Campidoglio.   

Além das acusações de hoje, a Autoridade Anticorrupção da Itália (Anac) e a própria Procuradoria de Roma investigam ainda a nomeação de Renato Marra à direção de Turismo local. Ele é irmão de Raffaele.   

Desde novembro, o "braço-direito" de Raggi é investigado por violar o artigo 7 do Código de Comportamento de Funcionários Públicos, em vigor desde 2013, e que proíbe que um funcionário participe ou adote medidas que possam envolver interesses próprios ou de parentes até segundo grau. Neste caso, o crime investigado é de "abuso de poder".   

- Quedas no governo: Esse é mais um capítulo da crise constante que envolve o governo de Raggi. Na terça-feira (13), a assessora municipal para o Meio Ambiente, Paola Muraro, deixou o cargo após ser notificada pela Justiça sobre uma investigação de tráfico ilegal de lixo, abuso de poder e fraude.   

Antes dela, houve uma série de renúncias causadas pela demissão "via Facebook" da chefe de Gabinete Carla Ranieri. Cinco membros de seu governo pediram uma demissão em massa em protesto.   

A campanha de Raggi foi baseada em um discurso de combate à corrupção e à falta de transparência, que cativou o eleitorado desencantado com os partidos tradicionais. (ANSA)
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