Embaixador indicado por Trump quer se instalar em Jersusalém

WASHINGTON, 16 DEZ (ANSA) - O governo que está sendo formado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está mais uma vez envolvido em uma polêmica. Desta vez, a confusão está relacionada à primeira declaração do homem que deverá ser o embaixador dos EUA em Israel a partir do próximo ano.   

O magnata republicano anunciou nesta quinta-feira, dia 15, a escolha do advogado David Friedman como o representante do país na nação judia. O problema surgiu quando Friedman aceitou o cargo dizendo que não vê a hora de trabalhar "na embaixada dos EUA na capital eterna de Israel, Jerusalém", confirmando a intenção de Trump de mudar a sede da embaixada de Tel Aviv, onde se encontra há anos.   

Essa decisão representa um grave risco de congelar o processo de paz entre israelenses e palestinos e incendiar mais uma vez o conflito na região, já que Jerusalém também é reivindicada como capital da Palestina. Friedman "tem sido um amigo de longa data e um fiel conselheiro, as suas fortes relações em Israel constituirão os fundamentos da sua missão diplomática e serão um extraordinário recurso para o nosso país, enquanto reforçaremos os legados com os nossos aliados e batalharemos pela paz no Oriente Médio", disse Trump em um comunicado.   

O futuro chanceler, cuja nomeação ainda tem que ser aprovada pelo Senado norte-americano, foi o conselheiro do republicano durante sua campanha eleitoral para as relações entre Estados Unidos e Israel. O advogado judeu prometeu "trabalhar incansavelmente para reforçar o vínculo indestrutível entre os dois países e fazer avançar a causa da paz na região". No entanto, esse juramento dificilmente será cumprido mudando a embaixada dos EUA para Jerusalém.   

A notícia foi aprovada e comemorada pelo governo de Israel e pela oposição do país. De acordo com fontes próximas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o premier está "satisfeito" com a nomeação de Friedman. Já a vice-ministra das Relações Exteriores, Tizpi Hotovely, disse que "a nomeação de Friedman é uma boa notícia para Israel: as suas posições refletem a vontade de reforçar neste momento o status de Jerusalém como capital de Israel". Por enquanto, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) ainda não divulgou uma resposta oficial sobre a escolha de Friedman, no entanto, lideranças palestinas já disseram à imprensa local que eles não estão surpresos com a notícia, mas que mesmo assim ela é preocupante não só para a Palestina como também para países árabes que são aliados aos EUA.   

No início de dezembro, o atual presidente norte-americano, Barack Obama, assinou uma nova prorrogação semestral para que a Embaixada dos EUA continue em Tel Aviv, que é realizada por ele e pelos últimos presidentes do país, como Bill Clinton e George W. Bush, há anos.   

O motivo disso é que em 1995, o Congresso dos Estados Unidos aprovou o Jerusalem Embassy Act, lei que define que a Embaixada da nação em Israel deve ser transferida para sua "capital indivisível", no caso Jerusalém. No entanto, até agora, todos os presidentes haviam recorrido a sua autoridade como chefes de Estado para emitir decretos executivos que bloquearam a entrada em vigor da lei por motivos de segurança nacional e para não comprometer o processo de paz na região. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos