Reunião de Papa com Santos e Uribe foi cordial, diz Vaticano

CIDADE DO VATICANO, 16 DEZ (ANSA) - O Vaticano emitiu um comunicado em que informa que o encontro entre o papa Francisco, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o ex-presidente Alvaro Uribe ocorreu "em um clima de grande cordialidade" nesta sexta-feira (16).   

"A apreciação pelo apoio do Papa ao processo de paz e o desejo que tal paz seja estável e duradoura" foi expressado nas conversas, informou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke.   

"Ela [a conversa] revelou, a tal fim, a importância do encontro e da unidade entre as forças políticas colombianas e do empenho das Farc, enquanto a Igreja local poderá continuar a oferecer a sua contribuição em favor da reconciliação nacional e da educação ao perdão e à concórdia", acrescentou Burke.   

O porta-voz ainda confirmou a vontade de Jorge Mario Bergoglio de visitar o país sul-americano mas só quando o "processo de paz for completado".   

- Uribe: Por sua vez, Uribe conversou com os jornalistas quando saiu do encontro de cerca de 25 minutos e disse que há a possibilidade de um novo diálogo entre governo e oposição sobre o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.   

"Eu acredito que se o governo permitir uma abertura para examinar, um a um, os temos com os compatriotas do "Não", nós poderemos buscar opções e nada está fechado para essas opções', disse o atual senador colombiano.   

O ex-presidente explicou ao Papa quais são os temas que o distanciam da paz acordada entre Bogotá e Farc e destacou que os principais problemas, em seu ponto de vista, são que os acusados de crimes contra a humanidade devem ir para a cadeia e o caso da crianças recrutadas pelos guerrilheiros.   

Uribe ainda relatou que disse ao Pontífice "diga a ele [Santos] que afrouxe um pouco pelo futuro da Colômbia".   

- Encontro com Mattarella: Após a reunião com o Papa, Santos se reuniu com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, a quem agradeceu pelo apoio ao acordo de paz assinado com as Farc.   

"Quero agradecer o presidente Mattarella e a todo o povo italiano pelo apoio que sempre recebemos ao longo de todo esse percurso de paz. A Itália desempenhou um papel importante no interior da União Europeia porque durante a Presidência italiana criou-se um fundo que foi crucial para o sucesso do processo de paz", disse Santos após o encontro.   

O colombiano ainda agradeceu o trabalho da alta comissária europeia para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini. "Uma italiana, a alta comissária para a Política Externa foi nosso anjo da guarda, de grande ajuda no processo de paz. E Mattarella é ainda o primeiro presidente estrangeiro com quem posso festejar a liberação da Corte para implantação do acordo com as Farc", ressaltou.   

O chefe de Estado da Itália, por sua vez, elogiou o trabalho de Santos à frente da negociação.   

"A paz pode ser construída com a diplomacia e não com as armas.   

O processo de paz na Colômbia mostra que com paciência, coragem e determinação é possível conseguir resultados que pareciam impossíveis. Para confirmar a grande amizade entre Itália e Colômbia, quero fazer um reconhecimento a Santos, não só pelo prêmio Nobel da Paz, mas por ter conseguido um acordo que pôs fim a 50 anos de conflito", disse o mandatário. (ANSA)
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