Cresce pressão de partido para que Raggi mude assessores

ROMA, 17 DEZ (ANSA) - A crise entre a prefeita de Roma, Virginia Raggi, e os líderes de seu partido Movimento Cinco Estrelas (M5S) não para de aumentar mesmo após a reunião realizada entre a noite desta sexta-feira (16) e a madrugada de sábado (17).   

Diversas hipóteses foram colocadas em debate e o líder do M5S, o humorista Beppe Grillo, e Davide Casaleggio, - que encerraram a reunião por volta das 5h30 (2h30 no horário de Brasília) - deram um ultimato: ou remove assessores que podem causar ainda mais problemas ou é expulsa.   

Segundo a mídia italiana, o M5S quer a remoção do atual vice-prefeito Daniele Frongia, considerado um dos principais responsáveis pela situação caótica na Prefeitura, e o afastamento de dois assessores que já foram citados em investigações: o chefe da Secretaria, Salvatore Romeo, e o irmão de Raffaele Marra, preso nesta sexta-feira (16) por corrupção, Renato Marra.   

Também foi ventilada a hipótese de Raggi pedir sua própria suspensão, como ocorreu com o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, do Partido Democrático (maior opositor do M5S em nível nacional), após uma investigação de 2015 surgir agora.   

Caso Raggi não aceite a "intervenção" em seu governo, a decisão será desfiliar a prefeita e tirá-la do cargo tirando sua base política.   

- Crise: A explosão da crise em Roma ocorreu com a prisão de Marra, 44 anos, nesta sexta. O assessor fazia parte do núcleo duro do governo e era considerado o "braço direito" de Raggi. O caso que o levou à cadeia começou em 2013, quando ele era chefe do departamento de políticas habitacionais de Roma, no governo de centro-direita comandado por Gianni Alemanno, que hoje é réu por corrupção. O agora ex-assessor de Raggi é acusado de ter recebido suborno para comprar por valor abaixo do mercado alguns apartamentos da Enasarco, entidade previdenciária do setor de comércio. A polícia também prendeu Sergio Scarpellini, empreiteiro suspeito de ter dado propinas a Marra. Em um breve pronunciamento à imprensa, a prefeita disse que o M5S "errou" ao confiar no assessor e tentou minimizar a prisão, afirmando que Marra era apenas um dos 23 mil funcionários da Prefeitura. No entanto, ele já era questionado por membros do movimento, principalmente por causa de sua ligação com Alemanno.   

Além de Marra, Raggi já se envolveu em outras crises, como a saída da assessora de Meio Ambiente, Paola Muraro, que é investigada por tráfico ilegal de lixo, abuso de poder e fraude, e a demissão em massa de cinco funcionários de alto nível após ela demitir sua chefe de Gabinete. (ANSA)
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