Casal refém de terroristas no Afeganistão grava novo vídeo

CABUL, 20 DEZ (ANSA) - Um casal norte-americano-canadense que está sendo mantido refém há cerca de 4 anos no Afeganistão pela rede terrorista Haqqani, ligada ao Talibã, publicou mais um vídeo pedindo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, consiga a sua libertação antes que deixe a Presidência do país em 20 de janeiro do próximo ano. A norte-americana Caitlan Coleman e seu marido, o canadense Joshua Boyle, foram sequestrados no final de 2012 enquanto os dois viajavam pela província afegã de Maydan-Wardak, perto de Cabul.   

No vídeo divulgado nesta segunda-feira (19) pelo canal no Youtube intitulado "Taliban Media", o casal aparece pela primeira vez com seus dois filhos, que nasceram no cativeiro, e pedem para que o governo dos Estados Unidos faça alguma coisa para que eles sejam libertados antes de 5 anos mantidos reféns.   

Caitlan, que fala na maior parte do vídeo, pede que Obama não se torne "o próximo Jimmy Carter", ex-presidente norte-americano que não conseguiu libertar reféns que estavam presos no Irã durante seu mandato, e diz para o chefe de Estado que conseguir obter sucesso em um processo de libertação do gênero deve ao menos ser bom para o seu "legado" na Casa Branca, o que deve "provavelmente ser importante" para ele. "Apenas dê aos terroristas alguma coisa para que eles e você possam evitar constrangimentos e nós possamos deixar a região permanentemente", afirma a norte-americana, que também disse também que seus filhos viram "a sua mãe sendo violada". O presidente eleito Donald Trump também é citado na gravação.   

Caitlan afirma que os terroristas não irão "simplesmente" libertar sua família por que eles querem "dinheiro, poder, amigos; você precisa dar isso a eles antes que progresso possa ser feito". A mulher também disse que o casal sabe que existem pessoas em Cabul pelas quais os terroristas aceitariam trocar a família, como Anas Haqqani, um dos comandantes da rede que foi capturado pelas forças de inteligência do Afeganistão em 2014.   

O marido, Joshua, que segura os dois filhos no colo, também falou um pouco, afirmando que "realmente eles ameaçaram retaliar contra" a sua família, punindo-os. "Então nós pedimos que vocês sejam misericordiosos com o povo deles e, Deus queira, eles nos libertarão". No final do vídeo, pode-se ler uma mensagem que diz que se o governo dos EUA atender as mensagens do grupo, a família será libertada, ao contrário ela sofrerá "consequências perigosas".   

Além disso, eles afirmam que não adianta tratar a situação com "paciência" porque eles sabem como "responder a opressores".   

(ANSA)
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