Turquia investiga ação de clérigo em morte de embaixador

ISTAMBUL, 20 DEZ (ANSA) - As autoridades turcas investigam a possibilidade do clérigo opositor Fethullah Gulen estar envolvido no assassinato do embaixador russo em Andrei Karlov, em Ancara. A hipótese é de que Gulen teria orquestrado uma "sabotagem" contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e os recentes acordos com Moscou.   

O diplomata foi morto ontem (19), durante a abertura de uma exposição de arte no Contemporary Arts Center. Ele foi alvejado por tiros logo após seu discurso. Os disparos partiram do policial turco Mevlut Mert Altintas, de 22 anos, e ocorreram em uma ambiente de acesso restrito ao público.   

De acordo com a imprensa turca, em ao menos duas ocasiões, Mevlut Mert Altintas atuou em serviços de segurança do presidente Erdogan, uma vez em Konya, em dezembro de 2014, e outra em Bursa, em fevereiro de 2015. Ele também tinha sido temporariamente suspenso dos serviços de segurança por uma suposta aliança com a rede do clérigo Gullen.   

O policial ficara afastado do seu cargo de 4 de outubro a 16 de novembro e fora alvo de uma investigação interna.   

O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que o atentado tem o objetivo de "deteriorar a normalização das relações que permitem unir os esforços para uma solução política da crise na Síria".   

"Tanto na Rússia quanto na Turquia sabemos que o objetivo do atentado foi danificar as relações entre os dois países e comprometer os sucessos que alcançamos na Síria com os esforços conjuntos nos últimos meses", disse o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Vavusoglu. Ao menos sete pessoas foram presas na Turquia sob acusação de envolvimento com o policial que atirou no embaixador. Foram detidos os pais e a irmã do atirador na província de Aydin. Além disso, a Rússia enviou uma equipe de 18 agentes para ajudar na investigação do caso. Nesta terça-feira (20), foi realizado um encontro em Moscou de ministro das Relações Exteriores da Rússia, Irã e Turquia sobre a crise na Síria. Alguns países também decidiram fechar temporariamente suas embaixadas e consulados, como os Estados Unidos e Irã. Missões diplomáticas norte-americanas e iranianas ficarão encerradas na Turquia, já que, recentemente, houve protestos em Ancara e Istambul contra as autoridades russas e iranianas, acusadas de negligência na evacuação de civis em Aleppo, na Síria. (ANSA)
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