Vítimas de massacre em Orlando citam Twitter na Justiça

WASHINGTON, 20 DEZ (ANSA) - Familiares das vítimas do ataque contra a boate gay Pulse, em Orlando, citaram o Twitter, o Facebook e o Google no processo judicial, alegando que as plataformas deram "suporte material" a propagandas extremistas que influenciaram o atirador Omar Mateen.   

De acordo com a emissora Fox News, a Corte que analisa o processo, porém, tende a rejeitar considerar as empresas de comunicação responsáveis pelos conteúdos postados. No entanto, se a causa, que é sem precedentes, for bem-sucedida, poderá revolucionar o mundo das mídias sociais, segundo especialistas da área.   

Na causa civil apresentada no distrito de Michigan, familaires de três vítimas alegam que as plataformas na web "forneceram ao grupo terrorista Estado Islâmico contas usadas para difundir a propaganda extremista, recolher fundos e recrutar pessoas". "Sem o Twitter, Facebook e o Google, que controla o Youtube, o crescimento explosivo do Estado Islâmico nos últimos anos não teria sido possível", diz o documento jurídico. No centro da denúncia, está a interpretação do Communications Decency Act (CDA), de 1996, que até agora protegeu as redes sociais de eventuais responsabilidades legais relacionadas a conteúdos postados em suas plataformas. Omar Mateen invadiu na madrugada do dia 12 de junho a boate Pulse e abriu fogo contra o público, matando 50 pessoas. Ele teria se radicalizado pela web, através de conteúdos extremistas islâmicos. (ANSA)
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