Itália proíbe caminhões em Roma e expulsa outro tunisiano

ROMA, 23 DEZ (ANSA) - A Itália anunciou nesta sexta-feira (23) uma série de medidas extras de segurança contra terrorismo, após dois policiais matarem em Milão o autor do atentado contra um mercado de Natal de Berlim. "Com base em um comunicado da polícia de Roma, a Prefeitura proíbe a entrada na zona do centro histórico de Roma de veículos articulados e caminhões de carga", informou o Palácio do Campidoglio. A medida vigorará entre os dias 24 e 25 de dezembro, e 1 e 6 de janeiro, que correspondem a celebrações festivas católicas em toda a Itália. A medida, porém, exclui os veículos de transporte de medicamentos, materiais sanitários de uso urgente, moedas de valor, alimentos e suprimentos de distribuição de imprensa e serviços postais. Porém, estas categorias só estarão autorizadas a circularem por quatro vias de acesso: Piazza della Repubblica- Via Nazionale; Via Crispi-Via Ludovisi; Via del Teatro Marcello; Via Acciaioli-Corso Vittorio Emanuele II. Também foi reforçada a vigilância em 350 mercados de Roma e as autoridades expulsaram um tunisiano por motivos de segurança. O homem de 37 anos estava preso na Itália por crimes menores, mas foi denunciado por demonstrar fortes sinais de radicalização.   

O Ministério do Interior de Roma garantiu que a extradição não tem relações com o atentado contra o mercado de Natal de Berlim, cometido por Anis Amri, que ficou quatro anos preso na Itália e foi morto hoje (23) pela polícia de Milão.   

Porém, a ação do governo aponta para uma crescente preocupação com a radicalização em cárceres do país e com a pressão política de grupos opositores de expulsar imigrantes em situações irregulares. "Dois agentes de polícia viraram herois hoje, arriscando suas vidas. Toda a Itália e a Europa são gratas e eles. Mas isso aconteceu porque a situação migratória está fora de controle", criticou o principal opositor italiano, Beppe Grillo, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S). "Em 2015, desembarcaram na Itália 153 mil pessoas, os que pediram asilo são 83 mil, e 71 mil deles tiveram as solicitações analisadas. Destes, 55% tiveram o pedido negado. Onde foram parar eles e os que não pediram asilo? E os que nem tiveram o pedido examinado?", criticou Grillo. O Instituto Italiano de Estatística (Istat) revelou hoje que a Itália sofreu um "boom" de pedidos de asilo por motivos humanitários. Em 2009, foram 9.971 solicitações, contra 67.271 no ano passado. Desde janeiro de 2015, a Itália também expulsou 131 cidadãos suspeitos de terrorismo, sendo 65 somente neste ano. Estado Islâmico -O Sudão extraditou hoje o terrorista tunisiano Moez Fezzani, conhecido como Abu Nassim e considerado o principal recrutador do Estado Islâmico na Itália. O terrorista, sua esposa, Hajer Kéfi, e seus filhos já desembarcaram em Túnis, após passarem pelo Egito. Fezzani foi preso no Sudão, em uma operação conjunta com os serviços de inteligência da Itália, em meados de novembro de 2016, com base em um mandado de captura internacional, após ser condenado a 5 anos e 8 meses de prisão pela Justiça de Milão por associação deliquente com fins terroristas. Ele também era procurado na Tunísia por envolvimento no atentado contra o Museu do Bardo e contra o Hotel Imperial de Sousse.   

(ANSA)
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