Putin envia carta a Trump para 'melhorar relações' com EUA

SÃO PAULO, 23 DEZ (ANSA) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter recebido uma "bela carta" do mandatário russo, Vladimir Putin, sugerindo uma "melhora nas relações bilaterais". O magnata republicano revelou à imprensa nesta sexta-feira (23) que o documento é datado de 15 de dezembro e tem como assunto central a "possível melhoria nas relações" entre Rússia e Estados Unidos, que são frágeis desde a Guerra Fria. "Sérios desafios globais, que os nossos países enfrentaram nos últimos anos, mostram que as relações entre Rússia e Estados Unidos são um fator importante para garantir a estabilidade e a segurança do mundo moderno", escreveu Putin. "Espero que, quando [Trump] assumir a Presidência dos Estados Unidos, conseguiremos, agindo de modo construtivo e pragmático, alcançar passos reais para restaurar a colaboração bilateral em diversas áreas", ressaltou o líder russo. Em uma coletiva de imprensa hoje, Putin também elogiou o republicano e ressaltou que "ninguém acreditava na eleição de Trump". Segundo Putin, existem falhas na democracia norte-americana e o principal problema está em seu "arcaico sistema eleitoral". Mesmo assim, o líder do Kremlin garantiu que as relações entre Washinton e Moscou "piores que estão não ficarão" e que, se Trump o convidasse, certamente ele faria uma visita oficial aos EUA. Desde 2008, Putin realiza anualmente uma coletiva de imprensa, e neste ano, o presidente respondeu por mais de 3 horas a jornalistas de toda parte do mundo. Sobre a crise imigratória na Europa, Putin disse que a União Europeia deve resolver por si só esse problema, e que seu país "tenciona desenvolver relações com a Europa". Já sobre Aleppo, na Síria, o russo destacou a ajuda da Rússia na libertação da cidade, que, segundo ele, não seria possível sem o apoio da Turquia, do Irã e das forças governistas do sírio Bashar al-Assad.   

Ao ser questionado sobre a morte do embaixador russo na Turquia, na última segunda-feira (22), Putin acusou um complô dentro da estutura da Turquia. "O fato de um policial turco ter matado o nosso embaixador significa uma infiltração de elementos destrutivos no Exército e na polícia da Turquia", disse o presidente, garantindo que, mesmo assim, o incidente não mudará as relações entre os dois países. Por fim, Putin, eleito pela quinta vez consecutiva o homem mais poderoso do mundo pela mídia internacional, justificou que a relação da Rússia com o Ocidente depende das "sanções aplicadas a Moscou". (ANSA)
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