Itália investiga ligações de terrorista de Berlim

ROMA, 28 DEZ (ANSA) - A Polícia da Itália realizou nesta quarta-feira (28) operações contra pessoas com quem o tunisiano Anis Amri, suspeito de ser o responsável pelo ataque a um mercado de Natal em Berlim, manteve contato durante o período que passou na prisão no país.   

Uma dessas ações ocorreu na província de Latina, situada poucos quilômetros ao sul de Roma, que há tempos está na mira de jihadistas. Na cidade de Aprilia, a 50 km da capital, os agentes fizeram buscas em duas residências onde Amri se hospedou em 2015.   

Suspeita-se que o município seria o destino do tunisiano após sua fuga da Alemanha. Ele foi interceptado e morto pela Polícia na última sexta-feira (23), nos arredores de Milão, depois de ter passado também por Holanda e França.   

Antes do atentado em Berlim, que deixou 12 mortos, Amri ficou quatro anos preso na Itália por roubo. Em 2015, ao deixar a cadeia, foi notificado para se afastar do país e seguiu para a Alemanha, já que a Tunísia não havia respondido às solicitações para repatriá-lo.   

Em fevereiro de 2016, Roma enviou às autoridades alemãs um dossiê completo sobre a "carreira criminal" do tunisiano. A Itália é o único dos grandes países da Europa Ocidental que não sofreu atentados jihadistas, embora seja alvo de grupos radicais islâmicos por abrigar o Vaticano, coração do catolicismo. (ANSA)
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