Após revolta, Itália começa a transferir imigrantes de Cona

ROMA, 4 JAN (ANSA) - Após uma revolta pela morte da marfinense Sandrine Bakayoko no centro de primeiro acolhimento de imigrantes (CPA) na comuna de Cona, na província de Veneza, começaram as transferências de 100 pessoas do local nesta quarta-feira (4). Dois ônibus já começaram a evacuação dos estrangeiros que moravam na ex-base militar para estruturas adequadas na região de Emília-Romana e a calma voltou ao CPA. A mudança na moradia foi determinada pelo ministro do Interior, Marco Minniti, após uma confusão que durou horas. Segundo os imigrantes, Bakayoko passou mal e foi feito um pedido de socorro às autoridades médicas às 8h (hora local) da segunda-feira (2). No entanto, os médicos teriam chegado apenas às 14h. Quando foram ao local, encontraram a mulher no banheiro já sem consciência, levando-a para o Pronto Socorro, onde ela faleceu. Fontes sanitárias, por sua vez, afirmam que a equipe médica saiu do hospital logo após o chamado. A morte de Bakayoko gerou uma revolta nos demais estrangeiros que estavam no CPA, que começaram a destruir parte do local. Os 25 funcionários do centro de acolhimento, então, se refugiaram dentro do estabelecimento e ficaram presos lá por horas. Apenas por volta das 2h desta terça-feira (3), eles conseguiram sair do local com a ajuda da polícia e não sofreram nenhuma agressão física. O laudo da morte da jovem apontou um caso de embolia pulmonar, o que provaria que os médicos não tiveram culpa na morte da marfinense. (ANSA)
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