Premier italiano debate radicalização de jihadistas na web

ROMA, 5 JAN (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou nesta quinta-feira (5) que a radicalização de pessoas para o terrorismo está ocorrendo em locais "diferentes" dos que eram apurados anteriormente, como em presídios.   

As declarações do premier ocorreram após uma reunião sobre terrorismo com o ministro do Interior, Marco Minniti, e membros da Comissão de Estudo sobre o fenômeno da radicalização e do extremismo jihadista.   

"Um dos resultados mais importantes [da comissão] é ter apurado os percursos de radicalização, que se desenvolve sobretudo em alguns locais, como nos presídios e na internet. Muito mais do que em outros locais que tínhamos seguido nos últimos anos ou décadas", disse aos jornalistas.   

Gentiloni ressaltou que não há um perfil igual para todos aqueles que vão por esse caminho porque eles provêm de situações muito diversas. "Mas, precisamos trabalhar nos presídios e na web para a prevenção", ressaltou.   

O premier ainda foi questionado sobre esse processo na Itália e afirmou que há uma "especifidade italiana" que "por um lado, é mais tranquilizadora no sentido que, em números, a radicalização é menor que em outros países". Gentiloni não disse qual seria essa característica específica.   

"Porém, o fato de ter um número menor de pessoas radicalizadas ou de foreign fighters [os extremistas estrangeiros que lutam por grupos terroristas] não nos deve fazer subestimar o fenômeno e a necessidade de compreendê-lo", acrescentou.   

O estudo da comissão é fundamental para entender o processo e teve um resultado "prático" recente. O tunisiano Anis Amri, que é o principal suspeito de ter realizado o atentado contra o mercado de Natal em Berlim em dezembro, teve relatos de comportamento "em vias de radicalização" no período em que esteve preso na Itália.   

Segundo Gentiloni, o trabalho do comitê continuará "porque a exigência do governo é de compreender sempre de maneira melhor os percursos da radicalização para combatê-la".   

O grupo foi formado em setembro e teria a duração de 120 dias.   

Após a reunião de hoje, o premier confirmou que manterá as funções da comissão por mais um período de tempo. (ANSA)
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