2016 foi ano recorde de atentados suicidas, aponta relatório

TEL AVIV, 6 JAN (ANSA) - A nível mundial, e em particular no Oriente Médio, 2016 foi um ano recorde em relação aos atentados terroristas suicidas. No ano passado, foram 469 os grandes ataques realizados em todo o planeta por 800 pessoas em 28 países distintos, causando 5.650 mortos e 9,480 feridos.   

Os dados são de um relatório anual realizado pelo Instituto de Estudos para Segurança Nacional (Inss) de Tel Aviv, Israel, que apontou que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) continua sendo o principal realizador de atentados suicidas e que, com seus afiliados, foi responsável em 2016 por cerca de 70% dos ataques, exatamente 322 deles.   

"Em vista da perda territorial do Estado Islâmico e do crescimento dos esforços internacionais para tirá-lo das áreas que controla, parece que o terrorismo suicida será uma ferramenta-chave para o grupo para consolidar sua imagem como invencível, criando uma dissuasão contra o inimigo e se vingando da atividade internacional contra ele", afirma o estudo.   

Escrito por Ilana Kricheli, Yotam Rosner, Yoram Schweitzer e Aviad Mandelboim, o relatório também mostra que após o EI, os grupos terroristas que mais perpetraram ataques suicidas foram o nigeriano Boko Haram, com 53 atentados, e o afegão Talibã, com outros 39.   

O estudo também apresenta os dados que no ano passado 77 mulheres kamikazes participaram dos ataques, principalmente na Nigéria e em Camarões, e que o Oriente Médio teve um aumento de 45% de atentados suicidas em relação ao ano passado. Foram 298 atentados com 3.915 mortes na região.   

Além disso, os ataques na Ásia e na África diminuíram significativamente e aumentaram na Europa. No continente europeu, o país mais atingido foi a Turquia, com 21 atentados suicidas, 12 causados por terroristas curdos e outros nove pelo EI.   

A Europa também sofreu várias outras tentativas e dois atentados que conseguiram cumprir seus objetivos: um na Alemanha e outro na Bélgica. Na conclusão, o relatório aponta que "é provável que o Estado Islâmico e seus parceiros, junto a outros grupos terroristas, irão redobrar seus esforços para realizar bombardeios suicidas de grande escala com muitas vítimas", que começaram a ser mais "usados" a partir da década de 1980. (ANSA)
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