Itália registra recorde na chegada de imigrantes em 2016

BRUXELAS, 6 JAN (ANSA) - O número de imigrantes que chegou à Europa através da rota central do Mediterrâneo, que leva à Itália e a Malta, cresceu 20% em 2016 em um total de 181 mil pessoas, anunciou a agência da União Europeia para controle de fronteiras, a Frontex, nesta sexta-feira (6).   

O número é o maior já registrado na história e quase a totalidade desses estrangeiros se dirigiu para o território italiano, informou a agência com base em dados preliminares.   

O dado reflete a intensa pressão migratória crescente do norte da África, os quais são os responsáveis pelo aumento exponencial no número de imigrantes. Segundo a Frontex, essa rota é a escolhida por nigerianos, a maioria dos deslocados, seguidos por cidadãos da Eritreia, Guiné, Costa do Marfim e Gâmbia.   

Outro dado recorde é que, desde 2010, o número na chegada de africanos à Itália aumentou 10 vezes.   

Em números totais, foram 503,7 mil imigrantes que atravessaram ilegalmente as fronteiras europeias, sendo que 364 mil fizeram esse caminho através do Mar Mediterrâneo. As chegadas mostram uma exponencial queda, já que em 2015, mais de um milhão de pessoas fizeram essa travessia.   

O relatório ainda destaca a grande queda no número de imigrantes que seguiram para a Grécia, que diminuíram 79% após a assinatura do acordo entre a União Europeia e a Turquia em março do ano passado. Com isso, "apenas" 182,5 mil pessoas usaram esse caminho para chegar ilegalmente à Europa. (ANSA)
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