Jovens que gravaram vídeo torturando deficiente são presas

SÃO PAULO, 6 JAN (ANSA) - Quatro jovens foram presos por terem sequestrado um adolescente deficiente mental e gravado um vídeo da sua tortura nos Estados Unidos, crime que tem chocado o país e o mundo pela sua brutalidade e crueldade.   

De acordo com o Departamento de Polícia de Chicago, cidade onde o episódio aconteceu, Jordan Hill, Tesfaye Cooper, Brittany Covington e Tanishia Covington, de 24, foram acusados por crime de ódio, sequestro agravado, restrição ilícita agravada e crime agravado por porte de arma letal.   

No começo da semana, os quatro jovens sequestram um adolescente de 18 anos, cuja identidade não foi divulgada, e que foi descrito como portador "de necessidades especiais" e gravaram um vídeo ao vivo no Facebook de cerca de 30 minutos no qual torturam o rapaz.   

No vídeo, que foi ao ar na terça-feira (3), a vítima aparece com os braços amarrados e a boca amordaçada enquanto os agressores cortam a blusa do menino, jogam cinzas de cigarros nele, chutam a sua cabeça, o forçam a beber água de um vaso sanitário e chegam a cortar parte do escalpo do jovem com uma faca.   

Além disso, o grupo ainda pede que o jovem xingue o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e as pessoas brancas. "F*** Donald Trump, f*** pessoas brancas", falam durante a gravação. O crime foi considerado de ódio já que os jovens, os quatro negros, torturam um deficiente mental branco, e insultam pessoas brancas. O adolescente, que ficou ao menos 24 horas refém dos agressores e entre 4 e 5 horas amarrado, de acordo com a polícia da cidade, foi encontrado desorientado e em choque na rua e foi levado a um hospital, do qual já teve alta. Fontes próximas à família, que preferiu não comentar o assunto, disseram que a vítima está bem, à medida do possível.   

O caso gerou uma grande repercussão e muitos comentários nas redes sociais o condenando. Outras no entanto, acabaram fazendo afirmações racistas, generalizando os agressores pela sua cor e culpando o movimento "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam"), grupo ativista que defende o direito dos negros nos Estados Unidos.   

Apoiadores do movimento e oficiais de Chicago disseram que a ligação entre o sequestro e a tortura e o grupo, que também luta contra a violência policial contra negros no país, é absurda e completamente falsa. (ANSA).   

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