México enfrenta saques e protestos por aumento da gasolina

CIDADE DO MÉXICO, 6 JAN (ANSA) - Uma onda de roubos a supermercados e lojas de departamento em várias cidade mexicanas, inclusive na capital do país, Cidade do México, e vários protestos violentos, chamados "gasolinazos", continuaram pelo quinto dia consecutivo no país, causando a morte de uma pessoa e a prisão de mais de outras 500.   

O motivo se mantém o mesmo: o aumento do preço do combustível do país após o presidente Enrique Peña Nieto tê-lo desregulamentado, o que fez com que o valor do produto subisse até 20% para a população.   

Na última terça-feira (3), começaram a ser criados eventos nas redes sociais que afirmavam falsamente que grandes lojas iriam dar seus produtos, como televisões e celulares, de graça à população.   

As notícias geraram saques a ao menos 250 supermercados em todo o país principalmente pelos moradores das áreas periféricas da zona metropolitana da capital, mas também de vilarejos do centro e do norte do México. Em um deles, um segurança acabou morrendo por ter tentado impedir os saques de uma loja.   

Junto aos roubos, manifestantes também realizaram atos de vandalismo a centros de armazenamento de combustível e a estações de serviço em municípios ao norte do país e bloqueios de terminais de abastecimento e de distribuição da commodity em estados como Chihuahua, Durango e Baixa Califórnia.   

Sobre os protestos, saques, atos de vandalismo e bloqueios, Peña Nieto pediu a "compreensão da sociedade" mexicana pela alta dos preços dos combustíveis e disse "entender a raiva e a irritação da população" em relação a essa "dolorosa decisão". No entanto, o presidente também disse que a medida é "responsável e consistente já que a prioridade para o governo é preservar a estabilidade da economia no país".   

Mas a população está assustada. Segundo Angélica, uma dona de casa de 48 anos de Nicolás Romero, vila a 40 quilômetros da Cidade do México, ela não dormiu e nem conseguiu sair de casa por medo dos protestos.   

"Não pudemos dormir toda a noite. Ontem não saímos de casa todo o dia nem deixamos as crianças brincarem no parque. Todas as lojas fecharam cedo. A única que abriu, uma de móveis e eletrônicos, foi saqueada antes do meio-dia. Estamos com medo", disse a mexicana. (ANSA)
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