Papa revela que não gostava de viajar, mas que 'precisa ir'

ROMA, 8 JAN (ANSA) - O papa Francisco revelou em entrevista ao jornal "La Stampa" que não gostava de viajar pelo mundo, mas que a visita a ilha de Lampedusa, que recebe milhares de imigrantes por ano, o fez mudar de ideia.   

"O drama de Lampedusa me fez sentir que deveria me colocar em viagem, era importante andar. Eu não gostava de sair, agora sei que preciso. É cansativo, mas por aqueles testemunhos, aqueles sorrisos, vale a pena", disse ao jornalista Andrea Tornielli, que está lançando um livro sobre as viagens do Pontífice.   

A ida do líder católico à ilha italiana, ocorrida em julho de 2013, foi repleta de gestos de acolhimento aos imigrantes - fato que viria a se concretizar como uma de suas maiores lutas como Pontífice.   

Segundo Jorge Mario Bergoglio, "visitar as igrejas, encorajar as sementes de esperança" são fatos que fazem valer a pena todo o esforço. Ao ser questionado sobre o porquê de não ter ido a muitos países da União Europeia em suas quase 20 viagens internacionais em três anos, Bergoglio afirmou que "preferiu privilegiar quem tem necessidade de ajuda", como ocorreu na ilha de Lesbos, na Grécia.   

No livro, que conta a versão do sucessor de Bento XVI nas viagens internacionais, ele ainda é questionado sobre a sua segurança, mantida em nível altíssimo durante as saídas do Vaticano.   

"Não temo por mim. É preciso confiar e contar. Desde o início, eu afirmei que viajaria sempre que fosse possível ter contato com as pessoas", destacou. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos