Projeto quer implantar uso de bicicletas públicas em Havana

HAVANA, 9 JAN (ANSA) - A capital de Cuba, Havana, busca recuperar o uso de bicicleta em um projeto futuro, em uma medida que busca aliviar os problemas de transporte público e de abastecimento de combustível do país. O projeto, que se desenvolverá de 2017 a 2020, quer certificar a bicicleta como o transporte público "mais limpo e acessível" de Havana. Essa será apenas uma das medidas de uma reforma de todo o transporte da capital, que tem mais de dois milhões de habitantes e um crescente fluxo de turistas. Segundo publicação da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), associação internacional sem fins lucrativos que está apoiando o projeto de Cuba, o projeto tem como meta fazer com que cinco milhões de pessoas da região passem a usar o transporte público, tanto ônibus como bicicletas.   

O projeto de "bicicleta pública" também está voltado para o turismo do país, e foi desenhado a partir dos modelos europeus de ciclovia.   

Basicamente, a ideia é oferecer um sistema de bicicletas que permita que a pessoa vá de um lado ao outro da cidade. Em algumas cidades do mundo, esse sistema é gratuito, outras cidades cobram uma taxa no cartão de crédito. O transporte público na capital, e também no restante da ilha, tem sido uma verdadeira dor de cabeça para as autoridades cubanas há anos e, por diversas vezes, houve a tentativa de atenuar a situação. Por exemplo, durante o chamado "Período Especial", em meados dos anos de 1990, quando as consequências da dissolução da União atingiram a ilha, o país recebeu centenas de milhares de bicicletas de fabricação soviética, que o governo russo vendia por baixos preços e facilidades de pagamento. No entanto, os equipamentos não agradaram e "encalharam".   

Um estudo recente revelou que os habitantes de Havana preferem caminhar do que pegar transporte público ou bicicletas: pouco mais de 57% da população anda a pé, enquanto 16% utilizam meios públicos e apenas 1,8% pedalam.   

"Não tenho nada contra a bicicleta, mas tenho que admitir que tenho uma rixa contra ela desde os anos 1990", disse Serafín Sánchez de 65 anos à ANSA. "É verdade que salva não depender do ônibus público, mas a bicicleta ainda deixa desejar. É para as pessoas muito jovens", agregou. (ANSA)
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