No Conselho de Segurança, Itália quer 'construir pontes'

NOVA YORK, 10 JAN (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, fez seu primeiro discurso no Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta terça-feira (10) e afirmou que o país assume a vaga de membro não-permanente na entidade com o objetivo de "construir pontes".   

"Como um país do Mediterrâneo, a Itália traz ao Conselho de Segurança a natural disposição para construir pontes e acreditamos que esta inclusão seja a chave para um eficaz multilateralismo e para enfrentar desafios comuns", destacou Alfano.   

O chanceler lembrou o tema que marcará o ano do CS, que é "construir a paz para o amanhã", e disse que esse não é apenas um mote, mas "descreve a determinação que guia as nossas ações" Como havia divulgado, o chanceler levou a questão da imigração para seu discurso inicial.   

Os grandes movimentos migratórios podem ser tanto o resultado como a causa dos conflitos, mas se forem bem geridos, poderão se tornar uma oportunidade pela paz, pelo crescimento e pelo desenvolvimento. Estes problemas, junto a muitos outros, estão também no programa da presidência italiana do G7", ressaltou o chanceler.   

Alfano ainda listou os "três importantes objetivos" que os italianos querem levar aos debates do Conselho. O primeiro deles é "uma ampla reforma que adapte o sistema de paz das Nações Unidas aos novos desafios globais". Depois, segundo o ministro, "é preciso encorajar o uso eficaz de indicadores para sinalizar precocemente a violência, a radicalização, o extremismo e as agressões aos direitos humanos, religiosos ou culturais".   

"O terrorismo ataca os nossos valores fundamentais e difunde o medo. Combater o terror e o medo significam lutar pela nossa liberdade", destacou. Por último, Alfano ressaltou que é preciso concentrar-se sobre "as causas das raízes das instabilidades, como por exemplo, o aquecimento global".   

A Itália entrou para o grupo de membros não permanentes do Conselho de Segurança, que é formado por China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O país foi eleito em junho de 2016, após ter feito um acordo com a Holanda para dividir a cadeira no biênio 2017-2018, com Amsterdã substituindo Roma no início do ano que vem. (ANSA)
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