Senadores dos EUA querem impor novas sanções à Rússia

WASHINGTON, 10 JAN (ANSA) - Senadores democratas e republicanos realizaram o esboço, nesta terça-feira, dia 10, de um projeto de lei para impor uma série de novas sanções contra a Rússia pelos seus ciberataques contra o país e pelas suas ações na Síria e na Ucrânia. A ideia é fortemente apoiada pelo republicano John McCain e pelos democratas Ben Cardin e Robert Menendez.   

Se for aprovada, a lei irá impor o congelamento de bens e o banimento de vistos nos Estados Unidos para todo e qualquer indivíduo que se relacionar com "atividades significativas que prejudiquem a segurança cibernética da infraestrutura pública ou privada [do país] e as instituições democráticas" ou que ajudar na realização de tal atos, afirma trecho do projeto obtido pela "Reuters".   

Além disso, a lei ainda sancionaria investimentos norte-americanos que ultrapassarem os US$ 20 milhões nos setores russos de óleo e de gás, o que pode atingir empresas que têm negócios na Rússia, e ficaria de olho em pessoas que se relacionarem com a inteligência russa ou com o Ministério da Defesa do país. O projeto também levará em grande consideração as sanções que tinham sido impostas pelo presidente Barack Obama devido aos casos de hacking cometidos pela Rússia contra os EUA, à anexação da Crimeia, na Ucrânia, por Moscou e aos bombardeios russos contra os rebeldes na Síria e o apoio do país ao governo de Bashar al-Assad.   

A legislação é um resultado de uma promessa feita pelos senadores de criar medidas "compreensivas" e bi-partidárias contra a Rússia que, de acordo com as agências de inteligência dos Estados Unidos, seria a responsável pelos ciberataques à eleição Presidencial de 8 de novembro do ano passado do país, que teriam alterado o resultado da votação e causado assim a vitória do republicano Donald Trump.   

O projeto de lei pode ser determinante para saber qual será a posição do país norte-americano em relação à Rússia e além de conseguir estragar os planos do magnata, que assumirá a Casa Branca no próximo dia 20, de reaproximar as relações entre os dois países.   

Mais de uma vez, Trump afirmou não acreditar e aceitar as conclusões das investigações realizadas pelas principais agências de inteligência dos EUA que afirmam que a Rússia, e seu próprio presidente, Vladimir Putin, estaria envolvida com os ciberataques contra as contas pessoais dos políticos do Partido Democrata, o que também é negado pelo governo russo.   

Para o magnata-eleito dos EUA, os hackers responsáveis por esse episódio, que segundo ele não foi foi determinante para a sua vitória na eleição, poderiam estar ligados à China. A Rússia comentou o esboço do projeto de lei afirmando que os Estados Unidos só estão estragando as relações entre os dois países. "Nós vemos ataques contínuos para excluir qualquer diálogo entre nossos dois países e tentativas, passo após passo, de danificar ainda mais as perspectivas para as nossas relações bilaterais", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta terça. (ANSA)
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