Italiano será processado por fingir roubo de própria Porsche

NUORO, 11 JAN (ANSA) - Após a recente condenação de 30 anos de prisão pelo Tribunal de Cagliari, na região italiana da Sardenha, o criminoso Graziano Mesina, um dos maiores da Itália após o fim da Segunda Guerra Mundial, sofrerá um novo processo na cidade de Nuoro: o de ter fingido o roubo do seu próprio carro.   

Mesina foi acusado de ter planejado e realizado o furto da sua Porsche Cayenne em março de 2013 para aproveitar o seguro do veículo. A primeira audiência foi adiada para a próxima segunda-feira (16) pelos advogados do "maior bandido sardo".   

O "furto" aconteceu quando Mesina e seu motorista almoçavam em um restaurante em Villagrande Strisaili. Poucos momentos após o roubo, os "ladrões" ligaram para o criminoso e, segundo ele, pediram desculpas por que só depois descobriram que o carro era dele e disseram onde tinham colocado a Porsche.   

O veículo no entanto, foi encontrado incendiado em uma pedreira abandonada de Monte Albo, também na Sardenha, alguns dias depois. De acordo com os juízes de Nuoro, o caso se trata de um falso furto com objetivo obter o dinheiro do seguro do carro.   

Mesina, que atualmente está no presídio de Badu 'e Carros, em Nuoro, foi um dos maiores criminosos da Itália desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), principalmente no sul do país, conhecido pelos extensos casos de fraude, 22 no total, e por ter mediado o sequestro do menino canadense de 7 anos Farouk Kassam em 1992, crime que chocou os italianos. (ANSA)
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