Rússia nega ter material 'comprometedor' sobre Trump

MOSCOU, 11 JAN (ANSA) - A Rússia negou nesta quarta-feira (11) que tenha em seu poder "informações comprometedoras" sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.   

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, trata-se de uma "fraude, um absurdo completo". "Não nos ocupamos com a coleta de informações comprometedoras, isso é ficção", declarou.   

Na noite da última quarta-feira (10), a imprensa norte-americana divulgou que Trump e o atual presidente dos EUA, Barack Obama, foram informados pela Inteligência Nacional de que Moscou teria dados que poderiam comprometer o republicano e torná-lo alvo de chantagem.   

Parte desse dossiê seria inclusive de natureza "vulgar". De acordo com o site "BuzzFeed", o material inclui vídeos de supostas orgias com prostitutas feitas por Trump em Moscou e São Petersburgo em 2013, durante visitas à Rússia para promover suas empresas.   

No entanto, a autenticidade do dossiê não foi comprovada, e o documento possui diversos erros de escrita. Ele teria sido elaborado por um ex-espião britânico que no passado colaborou com os serviços de inteligência dos Estados Unidos. A Casa Branca, a CIA e o FBI não comentaram o caso.   

O Kremlin já é acusado de ter patrocinado um ataque cibernético contra os servidores do Partido Democrata para prejudicar a candidata Hillary Clinton na eleição presidencial de 8 de novembro, mas teria guardado as informações sobre Trump para tentar chantageá-lo após sua posse.   

"É uma evidente tentativa de prejudicar as relações bilaterais.   

Temos de reagir a essas notícias com certo bom humor, mas a parte triste da história é que ela incita a uma histeria para sustentar essa situação de caça às bruxas", acrescentou Peskov.   

Em seu perfil no Twitter, o presidente eleito disse que o suposto dossiê é uma "notícia falsa" e que ele é alvo de uma "caça às bruxas política". As relações entre Trump e Rússia são motivo de controvérsia desde que sua candidatura ganhou força, e adversários temem uma eventual influência de Vladimir Putin na Casa Branca a partir de 20 de janeiro.   

O fato é que o republicano e o presidente russo já trocaram elogios publicamente e prometeram melhorar as relações entre os dois países, apesar de essa proximidade ser vista com desconfiança pelos próprios correligionários de Trump. (ANSA)
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