FBI será investigado por caso de emails de Hillary Clinton

NOVA YORK, 12 JAN (ANSA) - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, dia 12, que abrirá uma investigação para verificar a atuação do departamento e do FBI nas vésperas das eleições de novembro do ano passado no chamado "emailgate", escândalo sobre o uso de emails privados pela então candidata democrata à Presidência norte-americana Hillary Clinton.   

Trata-se, talvez, da última decisão de relevância desta pasta nos poucos dias que ainda restam do mandato do atual presidente do país, Barack Obama.   

O inspetor-geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, deverá avaliar como os dirigentes da agência federal cuidaram do caso e por que decidiram reabri-lo nas vésperas do dia das eleições, descobrindo assim se a decisão foi gerada ou não por motivações políticas ou se houve a má-condução do caso.   

A investigação também analisará as decisões feitas pelo diretor do FBI, James Comey, que, poucos dias antes das eleições, enviou uma carta ao Congresso dos EUA comunicando que o caso contra Hillary seria reaberto pois novos emails estavam sendo investigados.   

Os democratas culpam o diretor da agência de ter conduzido as investigações sobre a ex-candidata de tal maneira que teriam causado a perda da esposa do ex-presidente Bill Clinton na corrida eleitoral.   

Esses "novos emails" pesquisados pelo FBI seriam os encontrados em um notebook de Anthony Weiner, marido de Huma Abedin, na época assessora de Hillary. No dia 6 de novembro do ano passado, há dois dias das eleições, Comey disse que as investigações dos emails não provavam nenhum outro delito cometido pela democrata.   

Além disso, também será alvo da investigação a declaração dada por Comey em entrevista coletiva de julho do ano passado na qual o diretor do FBI diz que Hillary e sua equipe foram "extremamente descuidados".   

A ex-candidata democrata foi acusada de fazer uso indevido de um servidor de email privado para enviar mensagens oficiais no período que era secretária de Estado de Obama, entre 2009 e 2013, colocando em risco a segurança nacional. (ANSA)
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