Governo líbio acusa líder rebelde de 'semear o caos'

BENGASI, 12 JAN (ANSA) - O porta-voz do governo de unidade nacional da Líbia, Ashraf Tulty, negou que o país tenha sido alvo de um golpe promovido por Kalifa al Ghwell, primeiro-ministro do gabinete rebelde islâmico que comandou parte da nação entre 2014 e 2016.   

"Estão tentando apenas semear o caos, mas não possuem os meios para tomar o controle. Aquilo que aconteceu é uma farsa", garantiu Tulty. Horas antes, Ghwell havia anunciado um "golpe" ao invadir os prédios de três ministérios em Trípoli, capital da Líbia.   

No entanto, segundo o porta-voz, as sedes tomadas pelas milícias islâmicas passavam por reformas ou sequer estavam sob controle do governo de unidade nacional, chefiado por Fayez al Sarraj e não reconhecido por Ghwell.   

Em outubro passado, o mesmo ex-premier "rebelde" havia tentado um golpe de Estado contra Sarraj, mas acabou derrotado e forçado a voltar para sua cidade natal, Misurata. Ghwell lidera milícias armadas inspiradas na Irmandade Muçulmana, organização islâmica colocada na clandestinidade pelo governo do Egito.   

Ele foi primeiro-ministro de um governo rebelde baseado em Trípoli entre 2014 e 2016, mas o gabinete acabou dissolvido após um acordo entre as várias facções que disputavam o poder na Líbia para criar uma administração de unidade nacional, apoiada pelas Nações Unidas (ONU). (ANSA)
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